China responde a sanções da União Europeia com restrições a 14 empresas

Porta-voz do ministério do Comércio chinês classificou as sanções da União Europeia como "atos ultrajantes".

24 de julho de 2026 às 10:41
Bandeira da China Foto: EPA
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A China vai acrescentar 14 empresas europeias à sua lista de controlo das exportações, em retaliação pelas sanções impostas por Bruxelas a igual número de empresas chinesas no mais recente pacote de medidas relacionado com a guerra na Ucrânia.

Num comunicado divulgado no seu portal oficial, um porta-voz do ministério do Comércio chinês classificou as sanções da União Europeia (UE) como "atos ultrajantes", referindo-se às medidas aplicadas a 14 empresas chinesas, entre as quais quatro sediadas na região administrativa especial de Hong Kong.

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As empresas visadas pela retaliação de Pequim pertencem a vários países europeus. Em Itália, foram incluídas a fabricante de motores elétricos Lafert e a empresa de automação e robótica Garnet. Na Alemanha, figuram o grupo de materiais de revestimento Sindlhauser, a fabricante de armamento Rheinmetall, a maior do país, e a fornecedora de produtos químicos Antraco.

Em França, as restrições abrangem a produtora de bolachas de fosforeto de índio InPACT, o laboratório de investigação em fotónica e microeletrónica III-V Lab e a fabricante de drones Cavok UAS. Na Polónia, foram incluídas a fabricante de detetores de fotões infravermelhos Vigo Photonics e a Universidade Politécnica de Wroclaw.

A lista inclui ainda os estaleiros navais neerlandeses IHC, a fabricante checa de camiões Tatra Trucks, o grupo búlgaro de ótica e optoeletrónica Opticoelectron Group e a empresa lituana de sistemas laser Ekspla.

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A partir de esta sexta-feira, estas 14 empresas ficam impedidas de receber exportações chinesas de bens de dupla utilização, civil e militar. Segundo o ministério do Comércio, a proibição aplica-se igualmente a empresas de outros países sempre que os produtos tenham origem na China.

Pequim justificou a decisão com a necessidade de "salvaguardar a segurança e os interesses nacionais", bem como de "cumprir as obrigações internacionais em matéria de não proliferação".

A decisão surge não só após o anúncio das sanções por Bruxelas, mas também um dia depois de uma delegação da Comissão dos Assuntos Externos do Parlamento Europeu ter concluído uma visita oficial à China, durante a qual abordou, entre outros temas, a guerra na Ucrânia com responsáveis chineses, incluindo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi.

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Na quinta-feira, os eurodeputados espanhóis Javi López e Nicolás Pascual de la Parte, que integraram a delegação, disseram à agência EFE que transmitiram aos interlocutores chineses que a cooperação na resolução da guerra constitui uma "pré-condição" para a UE "normalizar" as relações com Pequim.

Pascual de la Parte acusou ainda a China de "não querer assumir qualquer responsabilidade" e de manter uma posição de "equidistância", considerando que Pequim não está disposta a exercer "qualquer pressão significativa" sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, e beneficia da compra de petróleo e gás russos a preços reduzidos.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a China tem mantido uma posição ambígua, defendendo simultaneamente a integridade territorial de todos os países, incluindo a Ucrânia, e a necessidade de atender às "legítimas preocupações de segurança" de todas as partes, numa referência à Rússia.

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