Christa Pike recupera no hospital e já consegue andar e alimentar-se após execução falhada

Existem ainda muitas incertezas sobre a recuperação total física de Pike, assim como sobre a sua situação jurídica, aponta a defesa norte-americana.

09 de outubro de 2026 às 12:21
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Christa Pike já começou a andar com ajuda e a alimentar-se no hospital onde está internada, uma semana depois de ter sobrevivido a uma segunda tentativa de execução falhada por parte do estado norte-americano no Tennesse, revelaram os advogados num comunicado. Pike está também a recuperar a mobilidade nos braços, que ficaram "queimados e com bolhas", segundo o emitido, tendo-lhe sido ainda diagnosticada uma pneumonia. Os advogados referem que, apesar dos avanços, ainda existem muitas incertezas sobre a recuperação física de Pike, assim como sobre a sua situação jurídica. 

"Onde estou?", perguntou Pike, na quarta-feira, com a defesa norte-americana a revelar que Christa se apresentava ainda muito confusa. Nos primeiros dias após a segunda injeção letal, Pike continuou consciente e a respirar com o auxílio de máquinas, segundo os relatos do pessoal médico. 

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"Contra todas as expectativas, Christa Pike está consciente, a falar e continua a receber cuidados médicos essenciais. Apesar dos graves ferimentos nos braços, ela ainda está algemada e acorrentada à cama. A sua recuperação é um feito médico sem precedentes", referiram os advogados na quarta-feira, segundo a Associated Press.

O que se segue no caso de Christa Pike, a mulher que não morreu com duas injeções letais?

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Christa Pike sobreviveu a duas injeções de pentobarbital administradas durante a execução, depois de ter sido condenada há mais de 30 anos pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, uma colega de Knoxville Job Corps. Na altura, Pike tinha 18 anos e o então namorado, Tadaryl Shipp, 17. Como Shipp não era elegível para a pena de morte, recebeu a sentença de prisão perpétua.

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Especialistas médicos neste tipo de injeção letal concentraram-se na possibilidade de ter ocorrido um problema com o cateter intravenoso, que poderá ter feito com que a droga se acumulasse e não entrasse na corrente sanguínea. Os advogados dizem agora estarem gratos à equipa médica do hospital, "que prestaram cuidados excecionais".

Pike seria a 30.ª mulher a ser executada nos EUA este ano e a primeira em mais de 200 anos no estado do Tennesse. As autoridades estaduais não vieram ainda prestar nenhuma explicação sobre o ocorrido, mas o diretor do sistema prisional do Tennessee, Frank Strada, acabou por apresentar a demissão. A decisão foi tomada "tendo em conta os melhores interesses dos habitantes do Tennessee", enquanto uma análise independente tenta determinar o que aconteceu em todo o caso. 

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