Suspeito de ataque à faca junto ao antigo Charlie Hebdo, em Paris, confessa autoria
Total de sete pessoas já detidas pelas autoridades antiterroristas de França. Quatro vítimas ficaram feridas.
O principal suspeito do ataque de sexta-feira junto às antigas instalações de Charlie Hebdo, em Paris, um jovem paquistanês de 18 anos, confessou este sábado a autoria do ato, justificando-o com a republicação deste jornal satírico.
Fontes ligadas à investigação informaram hoje que este principal suspeito, de 18 anos e que afirma ter nascido no Paquistão, "assumiu a responsabilidade pelo seu ato, colocando-o no contexto da republicação de caricaturas [do profeta Maomé pelo jornal], algo que não conseguia suportar".
O novo ataque ocorreu na sexta-feira pelas 11:45 locais (10:45 em Lisboa) na rua Nicolas Appert, junto ao edifício que albergou a redação do Charlie Hebdo, e surgiu depois de, há cerca de duas semanas, a Al Qaida ter voltado a ameaçar a redação da revista satírica francesa por reeditar as caricaturas do profeta Maomé.
Colega de quarto detido
Um antigo colega de quarto do principal suspeito do ataque de sexta-feira junto às antigas instalações do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, ficou em prisão preventiva esta noite por alegado envolvimento no caso, informou este sábado fonte judicial.
Este é um dos sete suspeitos já detidos pelas autoridades antiterroristas de França por alegada ligação ao ataque com arma branca, na sexta-feira, perpetrado perto da antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo, no leste da capital francesa, que fez dois feridos graves.
As duas vítimas são jornalistas da produtora de documentários PLTV e não correm perigo de vida, segundo o primeiro-ministro, Jean Castex, que se deslocou ao local na sexta-feira.
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