Suspeito de ataque à faca junto ao antigo Charlie Hebdo, em Paris, confessa autoria

Total de sete pessoas já detidas pelas autoridades antiterroristas de França. Quatro vítimas ficaram feridas.

26 de setembro de 2020 às 09:14
Ataque junto à antiga sede do ‘Charlie Hebdo’ faz dois feridos em Paris Foto: EPA
Ataque com faca em Paris Foto: Getty Images
Ataque junto à antiga sede do ‘Charlie Hebdo’ faz dois feridos em Paris Foto: direitos reservados
Ataque com faca em Paris Foto: Getty Images
Vítima assistida após ataque com faca em Paris Foto: Direitos Reservados
Ataque com faca em Paris Foto: Getty Images

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O principal suspeito do ataque de sexta-feira junto às antigas instalações de Charlie Hebdo, em Paris, um jovem paquistanês de 18 anos, confessou este sábado a autoria do ato, justificando-o com a republicação deste jornal satírico.

Fontes ligadas à investigação informaram hoje que este principal suspeito, de 18 anos e que afirma ter nascido no Paquistão, "assumiu a responsabilidade pelo seu ato, colocando-o no contexto da republicação de caricaturas [do profeta Maomé pelo jornal], algo que não conseguia suportar".

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O novo ataque ocorreu na sexta-feira pelas 11:45 locais (10:45 em Lisboa) na rua Nicolas Appert, junto ao edifício que albergou a redação do Charlie Hebdo, e surgiu depois de, há cerca de duas semanas, a Al Qaida ter voltado a ameaçar a redação da revista satírica francesa por reeditar as caricaturas do profeta Maomé.

Colega de quarto detido

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Um antigo colega de quarto do principal suspeito do ataque de sexta-feira junto às antigas instalações do jornal satírico Charlie Hebdo, em Paris, ficou em prisão preventiva esta noite por alegado envolvimento no caso, informou este sábado fonte judicial.

Este é um dos sete suspeitos já detidos pelas autoridades antiterroristas de França por alegada ligação ao ataque com arma branca, na sexta-feira, perpetrado perto da antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo, no leste da capital francesa, que fez dois feridos graves.

As duas vítimas são jornalistas da produtora de documentários PLTV e não correm perigo de vida, segundo o primeiro-ministro, Jean Castex, que se deslocou ao local na sexta-feira.

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