Como é que os EUA atacaram a Venezuela e raptaram Nicolás Maduro e a mulher?
Serviços secretos dos EUA tinham uma fonte no Governo venezuelano para vigiar a rotina de Nicolás Maduro.
Pelo menos 40 pessoas, entre militares venezuelanos e civis, morreram durante o ataque militar contra a Venezuela que os EUA lançaram na madrugada de sábado e que terminou com a captura do presidente Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.
Foi uma das operações mais ousadas da história militar recente e contou com a mobilização de mais de 150 aeronaves. A ofensiva, denominada “Resolução Absoluta”, começou por volta das 1h30 com uma série de ataques aéreos coordenados sobre Caracas, com o objetivo de desativar as defesas aéreas venezuelanas enquanto as forças especiais se aproximavam do seu esconderijo.
Caracas ficou às escuras durante várias horas após o início do ataque, com relatos de falhas de energia enquanto os sistemas de radar e defesa aérea foram rapidamente neutralizados por aviões, drones e ciberataques liderados por forças norte-americanas.
A CIA estava na Venezuela desde agosto do ano passado a trabalhar com uma fonte ligada ao executivo de Maduro, que ajudou a monitorizar os passos do Presidente e a identificar a localização exata do seu quartel-general em Caracas.
Após os ataques aéreos, unidades de elite da Delta Force e as forças especiais dos EUA desembarcaram em helicópteros e invadiram o complexo onde estava Maduro. O líder venezuelano e a mulher terão tentado fugir para um abrigo de alta segurança, mas acabaram por não conseguir e foram detidos. “Renderam-se sem resistência”, afirmou o chefe do Estado-Maior dos EUA. O casal foi retirado do país através de helicóptero. Depois seguiu num navio de guerra norte-americano com destino a Nova Iorque, onde Maduro enfrenta acusações por “narcoterrorismo”.
A captura de um chefe de Estado estrangeiro por forças armadas norte-americanas marca uma escalada dramática nas relações hemisféricas e coloca o futuro político da Venezuela em profunda incerteza.
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