Companhias aéreas do Brasil alertam para impacto da subida do petróleo
Na quarta-feira, a petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do querosene para abril.
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) alertou esta quinta-feira que a subida do preço do querosene, em consequência da guerra no Médio Oriente, terá "sérias consequências" para o setor no país.
Na quarta-feira, a petrolífera estatal brasileira Petrobras anunciou um aumento de 54,6% no preço do querosene para abril.
Para minorar o impacto, a empresa ofereceu facilidades de pagamento às companhias aéreas, que poderão optar por um aumento de 18% a partir de segunda-feira e pagar o restante em seis prestações mensais, a partir de julho.
A Abear salientou num comunicado que os preços dos combustíveis no Brasil acompanham as flutuações do mercado internacional, apesar de 80% do combustível consumido ser produzido no país.
O aumento decidido pela Petrobras "tem consequências graves para a abertura de novas rotas e a prestação de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo", denunciou a associação.
A Abear defendeu "o estabelecimento de mecanismos permanentes" no Brasil para reduzir a volatilidade dos preços do querosene.
O preço do petróleo subiu mais de 4% esta quinta-feira, depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter prometido atacar o Irão com "muita força" nas próximas duas a três semanas.
O petróleo Brent, referência internacional, saltou 5%, para 106,22 dólares (92,07 euros) por barril. O crude de referência dos EUA subiu 4,2% para 104,36 dólares (90,46 euros) por barril.
Em retaliação pela ofensiva lançada pelos EUA e Israel, em 28 de fevereiro, o Irão bloqueou o Estreito de Ormuz, por onde normalmente transita 20% do petróleo e gás natural a nível mundial.
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