Identificados pelo menos sete casos de hantavírus em navio cruzeiro no Atlântico
Nos sete casos estão incluídos três óbitos, um paciente que se encontra em estado crítico e ainda três indivíduos com sintomas leves.
Já foram identificados, até ao momento, pelo menos sete casos da síndrome respiratória grave a bordo do navio cruzeiro Hondius, ao largo do Atlântico, que transporta 147 passageiros e tripulantes, indica a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Nos sete casos, em que dois estão confirmados em laboratório e cinco são suspeitos, estão incluídos três óbitos, um paciente que se encontra em estado crítico e ainda três indivíduos com sintomas leves.
"O surto está a ser gerido através de uma resposta coordenada internacional, que inclui investigações aprofundadas, isolamento e tratamento de casos, evacuação médica e análises laboratoriais", explicou a organização.
A infeção por hantavírus é adquirida principalmente pelo contacto com urina, fezes ou saliva de roedores infetados. É considerada uma doença rara, no entanto, grave e que pode ser fatal.
Os sintomas caracterizam-se por febres, problemas gastrointestinais, rápida progressão para pneumonia, síndrome de angústia respiratória aguda (SARA) e choque.
A OMS encontra-se neste momento a avaliar o risco para a população global. O Ministério da Saúde assegurou ainda que "a situação está sob controlo, não existindo, até ao momento, qualquer risco para a população em terra".
O barco com pessoas de várias nacionalidades permanece parado à entrada do porto da Praia, sem autorização para desembarque e a receber assistência por pessoas vestidas com proteção integral.
O navio de cruzeiro holandês Hondius entrou nas águas de Cabo Verde no domingo e as autoridades sanitárias do arquipélago acompanham-no após notificação internacional de um surto de doença respiratória a bordo.
A embarcação fazia a ligação entre Ushuaia, na Argentina, e as ilhas Canárias.
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