"Coração do bebé está a bater": grávida de cinco meses entre os feridos graves do acidente com comboios em Espanha
Raquel García sofreu uma fratura na vértebra e um traumatisno craniano grave, de acordo com o pai.
Entre os cerca de 100 feridos da colisão que envolveu dois comboios no domingo, em Córdoba, Espanha, num acidente que causou a morte de pelos menos 40 pessoas, encontra-se uma mulher grávida de cinco meses, de acordo com o jornal espanhol ABC.
Raquel García, advogada em Málaga, está entre as 12 pessoas que se encontram internadas em estado crítico.
A jovem estava a regressar a Madrid no comboio que descarrilou juntamente com o namorado e a irmã, depois de ter passado um fim de semana em Málaga.
Em declarações à Antena 3, o pai da jovem, Alberto García, esclareceu que a filha sofreu uma fratura na vértebra e um traumatismo craniano grave - permanece sedada e intubada enquanto os médicos despistam possíveis danos cerebrais. Sobre a gravidez, García foi taxativo: "A única coisa que sabemos sobre o bebé é que o seu coração está a bater".
A irmã de Raquel García, que escapou ilesa ao acidente, referiu ao ABC que a irmã ficou gravemente ferida porque tentou proteger o cão que viajava com eles, que está desaparecido.
"Acho que a minha irmã bateu com a cabeça ao tentar proteger o Boro. Ela perdeu a consciência. Eu não conseguia chegar até ela porque estava cheia de coisas em cima. Ela estava presa. O namorado saiu ileso e eu fui puxada depois por uma janela", contou. "Os bombeirtos resgataram-na e fui com ela de ambulância para o hospital. Está em observação", acrescentou Ana, apelando ainda a todas as pessoas que tenham alguma informação sobre o cão da família.
Já está em curso uma investigação ao brutal acidente ocorrido no domingo à noite em Córdoba entre um comboio de alta velocidade que tinha partido de Málaga rumo a Madrid, que descarrilou, invadiu outra linha e embateu num outro, causando a morte a pelo menos 40 pessoas e causando mais de uma centena de feridos. O ministro do Interior espanhol fala num acidente "tremendamente estranho" e que será necessário esperar pelo resultado de uma investigação, a cargo de uma comissão especializada e competente para estes casos, que deverá demorar cerca de um mês.
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