Coreia do Norte testa mísseis guiados por inteligência artificial pela primeira vez
Kim Jong Un supervisionou os lançamentos e terá manifestado satisfação com os resultados alcançados.
A Coreia do Norte realizou, pela primeira vez, testes de mísseis guiados por inteligência artificial, segundo informações divulgadas pelos meios de comunicação estatais do regime liderado por Kim Jong Un. O líder norte-coreano supervisionou os lançamentos e terá manifestado satisfação com os resultados alcançados.
Os testes envolveram vários sistemas de armamento, incluindo um míssil de cruzeiro com capacidade nuclear, que Pyongyang pretende posicionar junto à fronteira com a Coreia do Sul, numa estratégia de reforço das suas capacidades militares. Foram ainda testados mísseis balísticos equipados com ogivas destinadas a utilização nuclear em campo de batalha, bem como sistemas de artilharia de foguetes de 240 milímetros dotados de navegação de "ultraprecisão", segundo a Sky News.
Os ensaios demonstraram que os sistemas de armamento e de lançamento automatizado foram modernizados para "se adaptarem às condições da guerra moderna" e aumentarem a sua eficácia em combate. Kim Jong Un terá também apelado a novos esforços para modernizar as forças de artilharia, afirmando que nenhum adversário deverá conseguir igualar a sua capacidade militar.
Os testes ocorreram um dia depois de as forças armadas sul-coreanas terem detetado o lançamento de vários projéteis por parte da Coreia do Norte, incluindo pelo menos um míssil balístico de curto alcance dirigido para águas a oeste da península coreana. As autoridades sul-coreanas indicaram que o míssil percorreu cerca de 80 quilómetros, embora não tenham especificado os restantes tipos de armamento utilizados.
Desde o fracasso das negociações diplomáticas entre Kim Jong Un e Donald Trump, em 2019, Pyongyang acelerou significativamente o desenvolvimento dos seus programas nuclear e balístico. Em paralelo, o regime endureceu o discurso em relação à Coreia do Sul, que Kim classificou como o "inimigo mais hostil" do país.
No início deste ano, o líder norte-coreano afirmou mesmo que poderia "destruir completamente" a Coreia do Sul e advertiu que o "colapso total" do país vizinho "não pode ser excluído". Recentemente, durante uma reunião com comandantes militares, Kim discutiu o reforço das unidades estacionadas junto à fronteira, com o objetivo de transformar a zona fronteiriça numa "fortaleza inexpugnável".
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