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Coreia do Norte inaugura museu em homenagem aos soldados mortos na guerra contra a Ucrânia

Pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e quatro mil ficaram feridos durante este conflito.

27 de abril de 2026 às 07:36

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, inaugurou um museu em homenagem aos soldados mortos enquanto lutavam ao lado da Rússia contra a Ucrânia, anunciou esta segunda-feira a imprensa estatal.

De acordo com a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, o museu foi inaugurado no domingo, com a presença do presidente do parlamento da Rússia, Vyacheslav Volodin, e do ministro da Defesa russo, Andrei Belousov.

A cerimónia teve lugar "no primeiro aniversário do fim das operações de libertação de Kursk" --- uma região russa onde as forças ucranianas lançaram uma operação militar no verão de 2024.

No discurso proferido durante a inauguração, Kim Jong-un afirmou que as relações com a Rússia devem ser reforçadas até se tornarem um "baluarte poderoso" e unificado.

O governante elogiou as forças norte-coreanas e russas por frustrarem o que chamou de "plano hegemónico e aventureirismo militar" ocidental, liderado pelos EUA, na Ucrânia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, enviou uma carta a expressar gratidão aos "bravos soldados" da Coreia do Norte que participaram nas operações militares em Kursk e a prestar homenagem aos que morreram, avançou o Kremlin.

Os serviços de inteligência sul-coreanos e ocidentais estimam que a Coreia do Norte enviou cerca de 15 mil soldados para a Rússia, principalmente para a região de Kursk, bem como granadas, mísseis e sistemas de foguetes de longo alcance.

De acordo com Seul, pelo menos dois mil soldados norte-coreanos foram mortos e quatro mil ficaram feridos durante este conflito.

De acordo com a KCNA, Andrei Belousov também se reuniu com Kim Jong-un no domingo. No encontro, o líder norte-coreano manifestou "convicção de que o exército e o povo russo alcançarão, sem dúvida, a vitória nesta guerra santa e justa".

Belousov afirmou que Moscovo está preparada para assinar um plano bilateral de cooperação militar, até ao final do ano, para o período de 2027 a 2031, de acordo com a TASS.

A agência de notícias oficial russa informou ainda que Kim se reuniu com Vyacheslav Volodin no sábado, num encontro em que o oficial russo prestou homenagem aos norte-coreanos mortos em combate.

No início de abril, a KCNA avançou que a inauguração do museu iria incluir uma cerimónia para o "sepultamento solene dos restos mortais dos mártires" mortos em combate pela Rússia.

Kim Jong-un visitou em fevereiro o local onde estava a ser construído o museu, elogiou o "grande heroísmo" dos soldados caídos e descreveu o museu como "um lugar para a educação patriótica", segundo a agência.

Os dois países celebraram em 2024 um acordo de defesa mútua, após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, e Pyongyang enviou tropas terrestres e sistemas de armas para apoiar Moscovo.

A Coreia do Norte confirmou em abril de 2025 que enviou tropas para apoiar a invasão russa e admitiu que alguns soldados foram mortos em combate.

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