Criança de 11 anos é esfaqueada por jovem autista até à morte em Espanha
Atos violentos já eram comuns. Após o crime, o agressor colocou-se em fuga.
David, de apenas 11 anos, foi esfaqueado até à morte por Julio, um jovem autista de 23 anos que fugiu do local. O homicídio aconteceu, esta quinta-feira, na casa de banho de um centro cultural, onde David tinha aulas de inglês. A história está a chocar a pequena cidade de Villanueva de la Cañuadado, no interior de Madrid, Espanha.
Era mais um dia na rotina de David, tinha sido deixado pela mãe naquele centro, onde tinha aulas de inglês. O agressor terá seguido o menor até à casa de banho e foi lá que tudo aconteceu. Esfaqueou David nas costas até à morte.
A Guarda Civil mobilizou um dispositivo de busca em colaboração com a Polícia Local, que culminou na detenção de Julio durante a madrugada numa estrada. A arma utilizada no crime ainda não foi encontrada.
"Um menino de 11 anos com uma vida pela frente", lamentou a mãe de David, em entrevista ao jornal El Mundo. A mulher contou aos jornalistas que o filho já tinha sido agredido. "Ao meu filho, no verão passado, bateu três vezes, uma delas com um taco de basebol", disse.
Em conversas anteriores, a mãe de David já tinha tentado alertar o jovem autista. E chegou mesmo a pensar que este pudesse ser menor de idade também, por não ser muito alto e pelos comportamentos mais infantis, associados ao grau três de autismo.
Várias testemunhas confirmam que, por diversas vezes, Julio já tinha mostrado uma faca a David. O agressor lamentava a falta de amigos e, por isso, frequentava espaços de lazer onde constavam crianças mais novas.
A família de Julio também explicou que o filho sofria frequentemente de bullying por parte de outros menores.
Junto ao local onde o jovem foi assassinado, na instituição, foram prestadas homenagens com flores e objetos que recordam a infância de David e um grande número de pessoas da comunidade chorou durante um minuto de silêncio em memória da vítima.
Levanta-se, agora, a dúvida do que poderá acontecer ao homicida, que tem 70% de incapacidade, o que leva a mãe de David a acreditar que a cadeia não seja uma solução a considerar pelo tribunal.
A Câmara Municipal de Villanueva de la Cañada, num comunicado citado pelo El Mundo, manifestou apoio à família e apelou à calma e à responsabilidade dos cidadãos.
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