Cuba acusa EUA de "conspiração fascista e criminosa" após tarifas ligadas ao petróleo

Trump classificou Cuba como uma "ameaça invulgar e extraordinária" para a segurança nacional e a política externa dos EUA.

30 de janeiro de 2026 às 14:32
Miguel Diaz-Canel, presidente de Cuba Foto: EPA
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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, criticou esta sexta-feira a nova medida dos Estados Unidos (EUA) que autoriza tarifas a países que vendam petróleo a Cuba, classificando a decisão como uma conspiração "fascista, criminosa e genocida".

"Esta nova medida demonstra a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que sequestrou os interesses do povo norte-americano para obter ganhos puramente pessoais", denunciou Díaz-Canel, numa reação divulgada esta sexta-feira.

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A declaração do líder cubano surge depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter assinado na quinta-feira uma ordem executiva que permite a Washington aplicar tarifas sobre produtos de países que vendam ou forneçam petróleo à ilha caribenha.

Na ordem executiva, Trump classificou Cuba como uma "ameaça invulgar e extraordinária" para a segurança nacional e a política externa dos EUA.

Na quinta-feira, a diplomacia cubana já tinha considerado como um "ato brutal de agressão" a assinatura, por Donald Trump, dessa medida.

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"Denunciamos perante o mundo este ato brutal de agressão contra Cuba e o seu povo, submetidos há mais de 65 anos ao bloqueio económico mais longo e mais cruel jamais aplicado a uma nação inteira, e que agora se pretende submeter a condições de vida extremas", escreveu na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, citado pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

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