Debate aceso antes da ida às urnas no Brasil
Lula e Bolsonaro voltaram a trocar acusações e insultos e praticamente não falaram das suas propostas para o futuro do país.
Os brasileiros voltam este domingo às urnas, divididos entre dar a Jair Bolsonaro um novo mandato ou reconduzir Lula da Silva, que governou o Brasil entre 2003 e 2010. O último debate televisivo, na sexta-feira à noite, não terá ajudado a esclarecer os mais indecisos mas ficou marcado pela aparente indicação de que Bolsonaro está disposto a aceitar os resultados.
"Não há a menor dúvida. Quem tiver mais voto, leva. É isso que é democracia", afirmou o Presidente na reta final do debate, que decorreu na TV Globo, garantindo que respeitará o resultado das urnas e afastando temores de que poderia desencadear uma contestação violenta.
Durante o debate não faltaram ofensas, com Bolsonaro a acusar Lula de ser o maior corrupto do Brasil e que só foi "descondenado" por ter amigos no Supremo Tribunal, e o ex-Presidente a lembrar as denúncias contra Bolsonaro e os filhos, como a aquisição de 51 imóveis com dinheiro vivo de origem suspeita. Os dois candidatos chamaram ainda "mentiroso" um ao outro, ignoraram propostas e limitaram-se a atacar com episódios como a compra de Viagra e próteses penianas por Bolsonaro para os militares quando faltam medicamentos básicos nos hospitais, e o Presidente a retrucar com os milhões de euros gastos por Lula com obras em Cuba e na Venezuela que poderiam beneficiar cidades brasileiras.
Além do Presidente, os 156 milhões de brasileiros vão ainda eleger os governadores de 12 estados.
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