“Democracia resistiu ao abuso de poder”: Biden lança duro ataque a Trump

Joe Biden critica Trump após ser oficialmente confirmado como vencedor das eleições pelo Colégio Eleitoral.

16 de dezembro de 2020 às 08:52
Joe Biden Foto: Mike Segar /Reuters
Procurador-geral dos EUA, William Barr, apresenta demissão Foto: Jeff Roberson / EPA

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Joe Biden lançou segunda-feira à noite um duro ataque a Donald Trump após ser oficialmente confirmado como vencedor das presidenciais pelo Colégio Eleitoral, afirmando que “nem a pandemia nem o abuso de poder conseguiram extinguir a chama da democracia” na América.

“Nesta batalha pela alma da América, a democracia prevaleceu. A nossa democracia foi atacada, testada, ameaçada, mas provou ser resiliente, verdadeira e forte”, disse Biden, referindo-se às falsas alegações de fraude e às tentativas de Trump para inverter os resultados das eleições.

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Biden não esqueceu também os muitos republicanos que defenderam o presidente até ao fim. “Recusaram respeitar a vontade do povo, o Estado de Direito e honrar a nossa Constituição”, acusou o presidente-eleito, horas depois de o Colégio Eleitoral ter encerrado de uma vez por todas a disputa eleitoral ao atribuir-lhe oficialmente a vitória com 306 votos contra 232 de Trump. “A vontade do povo prevaleceu”, disse Biden, antes de agradecer a tenacidade e coragem dos funcionários eleitorais, que “mostraram uma fé inabalável no cumprimento da Lei” apesar das ameaças de que foram alvo, “numa das mais espantosas demonstrações de dever cívico”. “Agora chegou a hora de virar a página, unir e sarar”, apelou o presidente-eleito.

Joe Biden lançou segunda-feira à noite um duro ataque a Donald Trump após ser oficialmente confirmado como vencedor das presidenciais pelo Colégio Eleitoral, afirmando que “nem a pandemia nem o abuso de poder conseguiram extinguir a chama da democracia” na América.

“Nesta batalha pela alma da América, a democracia prevaleceu. A nossa democracia foi atacada, testada, ameaçada, mas provou ser resiliente, verdadeira e forte”, disse Biden, referindo-se às falsas alegações de fraude e às tentativas de Trump para inverter os resultados das eleições.

Biden não esqueceu também os muitos republicanos que defenderam o presidente até ao fim. “Recusaram respeitar a vontade do povo, o Estado de Direito e honrar a nossa Constituição”, acusou o presidente-eleito, horas depois de o Colégio Eleitoral ter encerrado de uma vez por todas a disputa eleitoral ao atribuir-lhe oficialmente a vitória com 306 votos contra 232 de Trump. “A vontade do povo prevaleceu”, disse Biden, antes de agradecer a tenacidade e coragem dos funcionários eleitorais, que “mostraram uma fé inabalável no cumprimento da Lei” apesar das ameaças de que foram alvo, “numa das mais espantosas demonstrações de dever cívico”. “Agora chegou a hora de virar a página, unir e sarar”, apelou o presidente-eleito.

PORMENORES

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Líder republicano cede

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, que durante semanas recusou reconhecer a vitória de Biden e defendeu as ações legais de Trump, recuou finalmente e felicitou o presidente-eleito após a confirmação da sua vitória pelo Colégio Eleitoral.

Campanha na Geórgia

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Joe Biden viajou esta terça-feira para a Geórgia para fazer campanha pelos dois democratas que vão disputar a segunda volta das eleições para o Senado, a 5 de janeiro, e que vão decidir quem controla aquela câmara.

Mais de um mês após Biden ter sido declarado como vencedor das eleições, o PR russo Vladimir Putin felicitou finalmente o futuro homólogo, afirmando-se “disponível para manter contacto e interagir” com o novo presidente dos EUA “para ajudar a resolver os problemas do Mundo.

Procurador-Geral anuncia saída

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O Procurador-Geral William Barr, muito criticado por Trump por contradizer as suas alegações de fraude eleitoral, e por ter recusado investigar os negócios do filho de Joe Biden durante a campanha eleitoral, anunciou segunda-feira a sua demissão, afirmando que vai deixar o cargo no dia 23. “Fez um excelente trabalho, sempre tivemos uma boa relação”, disse esta terça-feira Trump, dias depois de se ter mostrado “desiludido” com Barr.

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