Descoberta terceira cave de tortura

Após a descoberta dos restos mortais de uma criança num antigo orfanato de Jersey (Inglaterra), a polícia tem vindo a efectuar minuciosas buscas para tentar encontrar o que acredita ser uma vala comum. Ontem, os agentes envolvidos na operação descobriram uma terceira cave, que terá funcionado como uma câmara de tortura, na qual foram feitos “achados significativos”. Por detrás destes achados estará, ao que tudo indica, uma intrincada série de abusos sexuais sobre crianças cometidos há décadas por funcionários.

29 de fevereiro de 2008 às 00:30
Partilhar

Desde o passado sábado, dia da macabra descoberta, a polícia tem passado a pente-fino o edifício e a área circundante. Desde então, sucedem-se os relatos sobre o caso, aparentemente abafado durante décadas, incluindo o de uma mulher que viveu no orfanato, nos anos 70, que garante ter sido trancada, drogada, espancada e violada.

Já ontem, após a denúncia de um antigo funcionário do orfanato, foram efectuadas escavações numa terceira cave, onde terão sido torturadas crianças. Estas eram ainda, alegadamente, submetidas a frequentes violações. Os detectives envolvidos nos trabalhos receiam encontrar mais cadáveres depois de um cão pisteiro, treinado para detectar restos mortais humanos, ter denotado uma forte reacção durante as escavações. Entre vários achados importantes, foi encontrada uma banheira referida por alegadas vítimas de violações e torturas, o que vem consubstanciar os seus relatos. Já foi detida uma pessoa e há mais de 40 suspeitos.

Pub

A polícia procura ainda instrumentos de tortura, após trabalhadores da construção civil envolvidos, em 2003, nos trabalhos de adaptação do edifício a albergue terem afirmado que encontraram correntes.

MAIS DE 160 'VÍTIMAS'

Mais de 160 alegadas vítimas já vieram a público denunciar que foram abusadas no antigo orfanato. Segundo um dos relatos já efectuados, as crianças ficavam, assustadas, nas suas camas, enquanto funcionários participavam em bebedeiras colectivas. Depois, estes dirigiam-se aos dormitórios e escolhiam crianças “frágeis” para violar. Outras eram agredidas até sangrarem.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar