Duas jovens detidas por tentativa de tráfico de órgãos humanos em Moçambique

Mulheres de 27 e 29 anos disseram não ter o órgão para venda, afirmando tratar-se de uma "brincadeira".

14 de maio de 2026 às 14:15
Polícia de Moçambique Foto: Getty Images
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O Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) frustrou uma tentativa de tráfico de órgãos humanos e deteve duas jovens na província moçambicana de Sofala, centro do país, foi esta quinta-feira avançado.

"Aconteceu no distrito de Nhamatanda, em que duas senhoras - no âmbito da tentativa de venda de órgão, isto é, uma cabeça, que não se chegou a encontrar -, estiveram no processo de procura de quem poderia comprar tal cabeça", disse o porta-voz do Sernic em Sofala, Alfeu Sitoe.

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Segundo as autoridades, as duas senhoras de 27 e 29 anos, detidas no dia 10 de maio, disseram não ter o órgão para vender, afirmando tratar-se de uma "brincadeira", mas a polícia esclareceu que se tratou de uma tentativa de prática de crime de tráfico de órgãos.

"O suposto comprador não foi localizado porque elas também ainda estavam à procura", disse o porta-voz do Sernic em Sofala.

"Só tinham o nome e nos depoimentos até falam dele e nesta procura teriam contactado algumas pessoas que supostamente conhecem esse suposto comprador e foi neste momento que fomos acionados para que pudéssemos neutralizar essas senhoras para que não se pudesse consumar este crime", acrescentou Sitoe.

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Em novembro, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, desafiou a Acipol, a única instituição superior de formação policial em Moçambique, a estudar de forma "mais aprofundada" o crime organizado.

"A prevenção e combate à criminalidade, com destaque para o crime organizado e transnacional, o terrorismo, o branqueamento de capitais e o seu financiamento, tráfico de drogas, tráfico de pessoas e de órgãos humanos, raptos, entre outros, devem ser alvo de estudo mais aprofundado, pois são crimes que prejudicam o Estado moçambicano e retraem investimentos, quer nacionais, quer estrangeiros e corroem o tecido social", disse Chapo.

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