Um dos homens mais ricos do Brasil condenado a 30 anos de prisão
O empresário brasileiro, preso desde Janeiro de 2017, foi condenado a 30 anos de prisão, num processo retirado da Operação Lava Jato.
O mega-empresário brasileiro Eike Batista, que já constou na lista da revista Forbes como o homem mais rico do Brasil, foi condenado a 30 anos de prisão por corrupção. A sentença foi exarada pelo juiz Marcello Bretas, responsável pela operação anti-corrupção Lava Jato no Rio de Janeiro.
Eike foi considerado culpado de corrupção activa por ter subornado autoridades do Rio de Janeiro para conseguir facilidades e contratos milionários das suas inúmeras empresas com órgãos públicos daquele estado. O ex-governador da cidade Sérgio Cabral Filho, preso e já condenado a mais de 100 anos de prisão em outros processos, foi condenado a mais 22 anos e oito meses de cadeia por ter recebido 16,5 milhões de dólares de "luvas" pagos por Eike para favorecer as empresas do empresário.
O outrora sétimo homem mais rico do mundo já esteve preso por causa de outro processo em que também é acusado de corrupção, mas conseguiu o direito a cumprir prisão domiciliária na sua luxuosa mansão no Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, depois de ter sido transferido mais de uma vez de prisão por suspeita de favorecimento e privilégios indevidos, está neste momento preso numa das cadeias do Complexo Prisional de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense.
Esta foi a primeira sentença exarada por Marcello Bretas no âmbito da Operação Lava Jato relativa a crimes cometidos no Rio de Janeiro, que tem Sérgio Cabral como figura fulcral no comando do maior esquema de corrupção já descoberto naquele estado brasileiro. A Lava Jato tem ainda processos a tramitar em Curitiba, sob o comando do juiz Sérgio Moro, que já condenou mais de 100 arguidos, entre eles o ex-presidente Lula da Silva, enquanto no Supremo Tribunal Federal tramitam as acções envolvendo políticos que exercem algum tipo de mandato, a cargo do juiz Edson Fachim.
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