Espanha disponível para reforço da segurança da Gronelândia no âmbito da NATO

MNE espanhol indicou que os aliados, incluindo Espanha, estariam "disponíveis para analisar, estudar e reforçar" esse aspeto porque "seria do interesse de todos", considerou.

12 de janeiro de 2026 às 13:17
Ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares
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Espanha está disponível para reforçar a segurança da Gronelândia, no âmbito da NATO, e as pressões sobre esta ilha, território dinamarquês, "devem cessar", disse esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Madrid, José Manuel Albares.

"Se neste momento existem elementos ou situações em torno da Gronelândia ou no Ártico que possam pôr em risco a segurança atlântica, estou certo de que todos poderíamos analisá-los e, se for necessário reforçar a segurança, ela seria reforçada", disse Albares, em declarações a jornalistas em Madrid.

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Sem nunca referir concretamente os EUA ou declarações recentes do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a Gronelândia, o ministro acrescentou que "se algum aliado da NATO [ou Aliança Atlântica, de cooperação em defesa de países da Europa e da América do Norte] considera que a segurança euro-atlântica está em perigo ou não está suficientemente protegida em alguma parte do mundo", tem de informar sobre as ameaças que detetou para que os aliados possam tomar decisões.

Neste caso, tratando-se de um país membro da NATO (a Dinamarca), os aliados, incluindo Espanha, estariam "disponíveis para analisar, estudar e reforçar" esse aspeto porque "seria do interesse de todos", considerou.

O MNE de Espanha defendeu ainda, numa conferência pouco antes destas declarações aos jornalistas, que "a pressão sobre a Gronelândia deve cessar" e que têm de ser os habitantes da ilha e os dinamarqueses a decidir sobre o futuro do território.

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"Qualquer outra solução parece-me descartada", afirmou.

José Manuel Albares considerou que não se pode fazer "ficção política" em relação à Gronelândia e que "nem como hipótese" contempla uma ação militar dos Estados Unidos neste território porque seria uma operação de aliado da NATO contra outro.

Em relação à União Europeia (UE), o MNE espanhol defendeu que chegou a hora de lançar no seio do bloco comunitário uma "coligação de voluntários" para avançar com o projeto comum de defesa, de maneira a não ficar travado por países reticentes.

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"A Europa tem de deixar de falar e começar a agir e deixar claro que se vai sentar à mesa dos grandes poderes", defendeu.

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