Estudo conclui que há um medicamento que aumenta o tempo de vida de doentes com cancro da próstata

Lynparza pode ser personalizado tendo em conta a composição genética de cada paciente.

30 de setembro de 2019 às 19:57
Mercado dos medicamentos em farmácia caiu 640 milhões de euros entre 2008 e 2018, segundo um estudo da Deloitte Foto: Pedro Catarino
Partilhar

Um estudo realizado em Inglaterra a um medicamento utilizado nos tratamentos do cancro da próstata permitiu concluir que os homens que o tomam podem viver mais tempo com a doença. Lynparza, um medicamento de "precisão", consegue reduzir a progressão da doença em média sete meses.

De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os homens que tomaram o medicamento e foram acompanhados neste estudo, realizado pela entidade produtora do medicamento em parceria com a empresa farmacêutica MSD, viveram em média mais 18,5 meses. Portanto, mais 3,5 meses do que aqueles que apenas faziam o tratamento com os medicamentos utilizados a nível nacional na área da saúde.

Pub

Também conhecido como Olaparibe, este medicamento pode ser personalizado tendo em conta a composição genética de cada paciente. Depois de se perceber qual o erro existente no ADN do homem, é administrado o medicamento de forma personalizada garantindo que as células cancerígenas possam ser reparadas.

Segundo o que avança o Daily Mail, o Lynparza, fabricado pela empresa AstraZeneca, é destinado a homens com cancro da próstata cuja doença não responda a outras terapias.

Pub

O estudo, dividido em três fases, foi liderado por cientistas do Institute of Cancer Research, em Londres, e da Northwestern University, em Chicago. Ao longo da investigação, os cientistas compararam os tratamentos realizados com Lynparza aos tratamentos realizados com outros fármacos, como Abiraterona e Enzalutamida.

Os investigadores conseguiram concluir que os homens que tomaram Lynpraza conseguiram interromper a progressão da doença, comparativamente àqueles que não tomaram.

Para a autora deste estudo, Maha Hussain, da Northwestern University, esta investigação permitiu observar efeitos significativos na progressão da doença e também "outros efeitos clinicamente relevantes".

Pub

"Vimos os benefícios do Olaparibe em todos os pacientes, independentemente do País de origem, da idade, terapias já realizadas ou gravidade da doença", explicou Hussain.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar