EUA anunciam novas tarifas a 60 países para combater trabalho forçado
Produtos dos países em causa representam 99,4% dos bens importados pelos Estados Unidos.
Os Estados Unidos anunciaram novas tarifas de 10 a 12,5% sobre produtos de 60 países, devido a preocupações de que estes não estarão a tomar medidas suficientes para combater o trabalho forçado.
Os produtos dos 60 países da lista, que inclui o Reino Unido, o Canadá, o Japão e países da União Europeia, representam 99,4% dos bens importados pelos EUA, indica a BBC.
O Departamento do Comércio dos EUA refere que os países em causa produzem os bens exportados com recurso a trabalho forçado. As conclusões surgem após uma investigação iniciada em março, que sugere que todos os 60 países "não conseguiram impor uma proibição legal à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado nem aplicar eficazmente tal proibição", afirmou um porta-voz do Departamento do Comércio.
Para o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, o recurso a trabalho forçado "cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir a nível global em condições de desigualdade".
O governo de Donald Trump não anunciava novas tarifas desde fevereiro, altura em que o Supremo Tribunal decidiu que as chamadas "tarifas do Dia da Libertação", impostas a vários países em abril de 2025, eram ilegais.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a medida decisão como "terrível" e chamou "tolos" aos juízes. Os EUA tiveram mesmo de proceder a um reembolso de 166.000 milhões de dólares (141.000 milhões de euros) cobrados ilegalmente, após o anulamento das tarifas.
Ainda em fevereiro, Trump chegou a anunciar uma tarifa global temporária de 10%, que queria aumentar para 15%, mas essa subida não se verificou.
Segundo a BBC, a medida deverá expirar em julho, a não ser que seja prorrogada pelo Congresso.
A política tarifária de Trump tem afetado dezenas de países, mas também fez aumentar significativamente o custo de vida nos Estados Unidos.
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