EUA anunciam que vendas de petróleo venezuelano ascendem os mil milhões de dólares

Secretário de Energia dos EUA garante que Washington vai controlar venda do petróleo do país por um período indefinido.

12 de fevereiro de 2026 às 18:25
EUA anunciam que vendas de petróleo venezuelano ascendem os mil milhões de dólares Foto: AP Photo/Matias Delacroix
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O secretário de Energia norte-americano disse esta quinta-feira que as vendas de petróleo venezuelano já ultrapassaram os mil milhões de dólares e elogiou a colaboração de Caracas com Washington.

Chris Wright elogiou, numa entrevista à estação NBC News, a "cooperação incrível" de Caracas com Washington ao longo das últimas cinco semanas de negociações com a Presidente interina venezuelana, Delcy Rodriguez.

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Wright, que se reuniu com a Presidente interina na capital venezuelana na quarta-feira, afirmou que já foram vendidos mais de mil milhões de dólares (cerca de 841 milhões de euros, ao câmbio atual) de petróleo venezuelano e que outros cinco mil milhões de dólares são esperados nos próximos meses.

Após a captura pelos Estados Unidos do líder venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores, no dia 03 de janeiro em Caracas, o Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu "acesso total" aos recursos petrolíferos venezuelanos.

Wright garantiu que Washington controlará a venda do petróleo do país por um período indefinido.

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A visita do secretário de Energia a Caracas ocorre duas semanas após o parlamento venezuelano ter aprovado uma lei que abriu o setor petrolífero a investimento estrangeiro.

Paralelamente, uma decisão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos (EUA) levantou algumas restrições para que as empresas petrolíferas norte-americanas possam operar na nação sul-americana.

Wright disse que, por enquanto, a relação com Delcy Rodríguez está a correr bem.

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"Ela [Delcy Rodriguez] forneceu informações. Tudo o que sabemos até agora revelou-se verdadeiro. Ela conseguiu enormes mudanças positivas, incluindo a alteração da lei dos hidrocarbonetos do país nas primeiras semanas, portanto, diria que a cooperação teve um início espetacular", afirmou.

"Os venezuelanos estão no comando na Venezuela, mas os EUA têm uma enorme influência sobre as autoridades interinas na Venezuela: a maior fonte de receitas que financia o Governo da Venezuela é agora controlada pelos EUA", adiantou Wright sobre a indústria petrolífera do país.

O secretário de Energia disse ainda que, se for promovida uma "mudança positiva que beneficie os norte-americanos e melhore as oportunidades de vida dos venezuelanos", o dinheiro "fluirá".

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"Se se desviarem desse caminho, temos uma enorme influência", acrescentou.

Durante a visita na quarta-feira a Caracas, Wright e Rodríguez firmaram uma "parceria produtiva de longo prazo" no setor energético e discutiram projetos nas áreas do petróleo, gás, mineração e eletricidade.

No Palácio de Miraflores, sede do Governo venezuelano, Rodríguez, que não especificou o prazo acordado, referiu que o objetivo é que a parceria entre Caracas e Washington "se torne um motor da relação bilateral e que esta agenda energética seja produtiva, eficaz e benéfica para ambos os países e complementar".

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A líder chavista, que observou que as duas nações mantêm relações energéticas há um século e meio, indicou que vão trabalhar para garantir que esta agenda "possa avançar sem problemas e sem contratempos".

Rodríguez expressou ainda a sua esperança de que ambos os países superem as suas diferenças através da diplomacia.

Estiveram também presentes autoridades venezuelanas, como a ministra da Economia e Finanças, Anabel Pereira Fernández, e o vice-presidente para os Assuntos Económicos, Calixto Ortega.

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Esta foi a primeira visita de um alto responsável de Washington desde a operação militar de janeiro, durante a qual Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, foram capturados.

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