EUA vão doar 500 milhões de vacinas contra a Covid-19 a países pobres
Joe Biden inicia visita à Europa com apelo à generosidade do G7 no combate à pandemia.
O presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou esta quinta-feira que os EUA vão comprar 500 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para doar aos países pobres, num gesto simbólico que pretende voltar a colocar os EUA no centro das grandes decisões mundiais, após quatro anos de isolacionismo de Donald Trump.
A medida foi anunciada no primeiro dia oficial da visita de Biden à Europa, a primeira do seu mandato como presidente, cujo principal objetivo é restabelecer os laços com os aliados e reafirmar os EUA como potência influente e decisiva no plano internacional.
Falando após uma reunião de cerca de uma hora e meia com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, o presidente dos EUA comparou a oferta das vacinas aos países pobres com a ajuda americana à Europa na II Guerra Mundial. “Tal como os EUA foram o arsenal da democracia na II Guerra, agora vão ser o arsenal das vacinas na luta mundial contra a Covid-19”, disse Biden, ressalvando que as vacinas serão doadas “sem pressões ou exigências de favores”. “Queremos salvar vidas”, sublinhou Biden, adiantando que os EUA assinaram um contrato com a Pfizer para a compra de 500 milhões de doses por 3,5 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) e convidando os restantes países do G7 a seguirem o exemplo.
PORMENORES
A polícia evacuou esta quinta-feira um hotel em Falmouth, perto do local onde vai decorrer hoje a cimeira do G7, devido a um alerta de bomba, que era falso. Um suspeito foi detido.
Um hotel que acolhia parte da delegação alemã à cimeira do G7 foi encerrado devido a um surto de Covid-19 que infetou vários funcionários.
Johnson saúda “lufada de ar fresco”
Boris Johnson disse que as conversações com Biden foram “uma grande lufada de ar fresco” e a reunião foi “intensa e interessante”. Disse ainda que ambos estão em “completa harmonia” sobre a defesa da paz na Irlanda do Norte.
Presidente americano faz aviso a Putin
A primeira visita oficial de Biden à Europa começou na quarta-feira à noite com um aviso a Vladimir Putin. Falando na base aérea de Mildenhall, o presidente dos EUA deixou claro que vai dizer “tudo o que tem para dizer” ao líder russo na cimeira de quarta-feira. “Não procuramos um conflito com a Rússia. Queremos uma relação estável e previsível, mas responderemos de forma robusta e significativa às atividades nocivas da Rússia”, avisou.
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