Europa reforça presença militar na Gronelândia

França e Alemanha juntam-se à Suécia e Noruega e enviam tropas para a ilha, após reunião inconclusiva na Casa Branca.

16 de janeiro de 2026 às 01:30
Militares franceses enviados para Nuuk. Macron diz que contingente será reforçado Foto: Direitos Reservados
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Militares europeus começaram a chegar esta quinta-feira à Gronelândia, a pedido de Copenhaga, depois de uma reunião em Washington, na quarta-feira, entre responsáveis norte-americanos, dinamarqueses e gronelandeses não ter resolvido o que a Dinamarca classificou como uma “divergência fundamental” sobre o futuro da ilha, cobiçada por Donald Trump.

“Espera-se maior presença de militares da NATO na Gronelândia a partir de hoje [quarta-feira] e nos próximos dias. É expectável que haja mais voos e navios militares”, já tinha avisado o vice-PM da Gronelândia, Múte Egede, após o encontro na Casa Branca.

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A França e a Alemanha juntaram-se à Suécia e à Noruega e anunciaram também o destacamento de militares no âmbito da ‘Operação Resistência Ártica’, uma missão europeia de reconhecimento que ficará sediada em Nuuk, capital do território autónomo dinamarquês. Segundo o ministro da Defesa alemão, Berlim enviou uma “equipa de reconhecimento” de 13 militares para uma “missão de exploração” que começou esta quinta-feira e termina este sábado. Boris Pistorius afirma que os exercícios visam responder às “ameaças russas e chinesas no território”. “O objetivo é explorar as condições estruturais para possíveis contribuições militares em apoio à Dinamarca na garantia da segurança na região, por exemplo, no que diz respeito às capacidades de vigilância marítima”, esclareceu. Já a França enviou 15 militares.

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Preocupação

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A diplomacia russa diz estar “seriamente preocupada” com o envio de mais tropas da NATO para a Gronelândia, acusando a Aliança de reforçar a presença militar sob um falso pretexto de ameaça russa e chinesa.

Apoio

O único partido da oposição gronelandesa reafirmou esta quinta-feira apoio total ao Governo regional nas negociações com os EUA. “Estamos todos juntos. Podemos ter desacordos internos, mas em matéria de política externa apoiamo-nos”, disse.

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