Ex-ministro de Lula e Dilma condenado a 12 anos por corrupção

António Palocci foi acusado de ser o angariador de fundos ilícitos destinados ao ex-presidente.

Lula da Silva recebeu 3,9 milhões em notas, acusa Marcelo Odebrecht Foto: Sebastião Moreira / EPA
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Lula da Silva, ex-Presidente do Brasil Foto: Getty Images

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O ex-ministro dos governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff e um dos líderes históricos do Partido dos Trabalhadores António Palocci, foi esta segunda-feira condenado por corrupção. Na sentença exarada pelo juíz Sérgio Moro, que comanda a operação anti-corrupção Lava Jato na primeira instância da justiça, Palocci foi condenado a 12 anos, dois meses e 20 dias de cadeia.

Moro considerou Palocci culpado do crime de corrupção passiva e de vários crimes de branqueamento de capitais. Outros arguidos no processo também foram condenados a penas diversas, como o ex-presidente da constructora Odebrecht, Marcelo Odebrecht, condenado a 10 anos, e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado a seis anos.

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Palocci foi ministro das Finanças no primeiro governo de Lula da Silva, que começou em 2003, e da Presidência no primeiro governo de Dilma Rousseff, iniciado em 2011. Em ambos os casos, ele foi forçado a demitir-se após denúncias de envolvimento em corrupção.

O antigo ministro é acusado de ser o angariador de fundos ilícitos destinados ao ex-presidente Lula da Silva, e terá formado um "saco azul" de aproximadamente 35 milhões de euros com verbas pagas pela Odebrecht com dinheiro desviado da petrolífera pública Petrobrás. Palocci está preso em Curitiba, no sul do Brasil, de onde Sérgio Moro despacha, desde Setembro de 2016, e o magistrado determinou que o antigo ministro continue na cadeia mesmo enquanto aguarda um possível recurso da sentença.

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