Familiares divulgam imagens nas redes sociais e pedem ajuda para encontrar desaparecidos após incêndio na Suíça

Foi criada uma linha de apoio por parte das autoridades e o governo está a colaborar com hospitais dos países vizinhos para que recebam os feridos.

02 de janeiro de 2026 às 10:14
Polícia nas imediações de bar que ardeu na Suíça Foto: Jean-Christophe Bott/Keystone/AP
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Os familiares dos desaparecidos após o incêndio num bar da Suíça estão a divulgar imagens dos entes queridos nas redes sociais, tendo sido criada uma página de Instagram para que se consigam informações sobre os envolvidos na tragédia ocorrida no dia de Ano Novo, na estância de ski de Crans-Montana. Os familiares estão a fornecer os números de telefone, para que possam ser contactados. 

De acordo com as autoridades citadas pelo jornal Blick, sabe-se que pelo menos 12 italianos foram hospitalizados após o incêndio, havendo ainda registo de mais de uma dezena de desaparecidos. Giovanni Tamburi, de 16 anos e que estava de férias com o pai, é um dos nomes da lista. "Estamos a ligar para todos os hospitais mas ninguém sabe de nada, principalmente porque os pacientes estão em estado grave", referiu a mãe do jovem citada pelo jornal italiano. 

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As autoridades criaram uma linha de apoio para as vítimas do incêndio - 0848 112 117 - e estão a trabalhar com os países vizinhos para o atendimento dos pacientes com queimaduras graves. 

“O meu filho Arthur Brodard, nascido em 22 de fevereiro de 2009, está entre as vítimas do incêndio em Crans-Montana. Não sabemos se ele está vivo ou onde está. Se tiver alguma informação sobre em qual hospital ele está, por favor, entre em contacto", lê-se noutra publicação. 

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As autoridades suiças continuam a investigação para apurarem os contornos do sucedido. Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas, de acordo com os dados avançados até ao momento. O incêndio deflagrou pelas 01h30 no interior do bar Le Constellation, durante as celebrações da entrada no novo ano. Segundo o jornal suíço Blick, testemunhas relatam que velas-foguetes, que estavam presas a garrafas de champanhe, provocaram o incêndio.   

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