Gémeas morrem abraçadas aos avós na Grécia

Tentavam fugir das chamas mas perderam a vida no mesmo local que outras 22 pessoas.

29 de julho de 2018 às 01:30
Gémeas Sophie e Vassilik imorreram em fogo na Grécia Foto: Direitos Reservados
Evita e Andrea estão entre as crianças que morreram nos incêndios na Grécia Foto: Direitos Reservados
26 pessoas perderam a vida num restaurante durante incêndios na Grécia Foto: Direitos Reservados
Pai desesperado procurava pelas filhas gémeas Foto: Direitos Reservados
Gémeas morreram nos incêndios na Grécia Foto: Direitos Reservados
Gémeas morreram nos incêndios na Grécia Foto: Direitos Reservados
Avô foi encontrado morto com a mulher e as duas netas gémeas Foto: Direitos Reservados

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O número de pessoas que perderam a vida na sequência dos incêndios que deflagraram na Grécia subiu para 88. Entre as vítimas mortais estão, pelo menos, quatro crianças, duas delas são as gémeas, de nove anos, cuja história emocionou o Mundo depois de o pai ter apelado por ajuda para as encontrar na televisão local.

Vasiliki e Sophia passavam férias com os avós em Mati, a localidade que ficou reduzida a cinzas depois da passagem das chamas. Os peritos forenses conseguiram, este sábado, identificar o s corpos das meninas entre os 26 cadáveres que foram encontrados no pátio de um restaurante, a poucos metros da costa. Tentavam fugir para a praia, mas as chamas avançavam a uma velocidade que as obrigou a procurar refúgio num restaurante, um local que à partida parecia mais seguro. Acabaram por abrigar-se no espaço, onde viriam a morrer abraçadas aos avós.

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As duas outras crianças já identificadas como vítimas mortais são também dois irmãos: Evita e Andrea, de 13 e 11 anos. Também tentavam fugir para a água quando as chamas se aproximavam. Num ato de desespero, Evita saltou para a água mas caiu nas rochas de uma altura de 10 metros. O irmão e o pai morreram carbonizado no topo da falésia. A mãe estava fora da localidade de Mati e sobreviveu.

Brasileira descreve momentos de pânico

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"Começámos a ver uma massa de fumo muito grande a aproximar-se de forma muito rápida porque o vento estava a soprar na nossa direção", descreveu ao Correio da Manhã Tuca Oliveira, uma brasileira que vive com o marido em Rafina, uma das zonas mais afetadas pelas chamas. O casal fugiu de casa para se salvar e a mulher disse ainda que se apercebeu que os helicópteros de combate aos incêndios "se perdiam no meio do fumo".

SAIBA MAIS

700

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Foi o número de pessoas que foram resgatadas das praias pelas autoridades. Fugiram para a água numa tentativa de se salvarem das chamas.

Casas destruídas

As autoridades já inspecionaram mais de 920 casas e concluíram que 411 ficaram inabitáveis e que 234 vão necessitar de obras de recuperação.

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Identificação dos corpos

Os peritos enfrentam algumas adversidades para conseguirem chegar à identidade das vítimas mortais visto que a maior parte morreu carbonizada.

Comunidade de luto

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A população está unida para apoiar os sobreviventes e feridos. Para além disso, tem ajudado na limpeza dos terrenos.

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