Governo de Taiwan acredita que EUA vão continuar a vender armas à ilha

Declarações surgem depois de Donald Trump ter recusado confirmar se autorizaria o envio de um pacote de armas para Taiwan avaliado em cerca 12 mil milhões de euros.

19 de maio de 2026 às 11:43
Donald Trump Foto: AP
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O ministro da Defesa de Taiwan admitiu esta terça-feira manter-se "cautelosamente otimista" em relação à venda de armas pelos Estados Unidos, apesar de o Presidente norte-americano ter deixado incerta a aprovação de um pacote de armamento para a ilha.

"Continuamos em comunicação com o lado norte-americano e, neste momento, continuamos cautelosamente otimistas", afirmou Wellington Koo em declarações divulgadas pela estação de televisão local SETN.

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Estas declarações surgiram depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - que viajou para a China na semana passada para se encontrar com o seu homólogo chinês, Xi Jinping -, se ter recusado a confirmar se autorizaria o envio de um pacote de armas para Taiwan avaliado em cerca 12 mil milhões de euros.

"Ainda não aprovei, veremos o que acontece. Talvez aprove, talvez não (...). É uma ótima moeda de troca para nós, são muitas armas", disse Trump, em entrevista à Fox News.

No final do ano passado, aprovou uma venda de armas a Taiwan no valor de mais de 9,5 mil milhões de euros.

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O ministro da Defesa de Taiwan lembrou que os EUA asseguraram que a sua política em relação a Taiwan permanece inalterada e que Washington há muito que mantém a paz e a estabilidade na região através da venda de armas a Taipé, algo previsto na Lei das Relações com Taiwan.

"Isto mostra que a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan fazem parte dos interesses fundamentais dos Estados Unidos e que a continuidade dos canais de venda de armas é um fator-chave para a manutenção da paz e da estabilidade no estreito", sublinhou.

Pequim considera Taiwan uma "parte inalienável" do território chinês e não descarta o uso da força para assumir o controlo, uma posição categoricamente rejeitada pelo Governo taiwanês, que afirma que só os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.

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Durante mais de sete décadas, os EUA estiveram no meio das disputas entre os dois lados, uma vez que Washington está legalmente obrigado -- desde a aprovação de uma lei pelo Congresso em 1979 - a fornecer à ilha os meios necessários para a sua autodefesa e, embora não mantenha relações diplomáticas com Taiwan, poderia defendê-la em caso de conflito com Pequim.

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