Governo de transição da Guiné-Bissau com 23 ministros e cinco secretários de Estado
Nova estrutura orgânica do Governo segue-se à nomeação do antigo ministro do Presidente deposto, Ilídio Vieira Té, para o cargo de primeiro-ministro e ministro das Finanças.
O Governo de transição da Guiné-Bissau terá uma estrutura orgânica com 23 ministérios e cinco secretarias de Estado, segundo um decreto presidencial com a data deste sábado.
O decreto, a que a Lusa teve acesso, assinado pelo Presidente da República de Transição, o major-general Horta Inta-A, "entra imediatamente em vigor", como se lê no documento datado de 29 de novembro.
Desconhecem-se ainda os nomes dos titulares das pastas do novo Governo guineense.
A nova estrutura orgânica do Governo segue-se à nomeação do antigo ministro do Presidente deposto, Ilídio Vieira Té, para o cargo de primeiro-ministro e ministro das Finanças.
Um grupo de militares tomou o poder na Guiné-Bissau, na quarta-feira, destituiu o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que deixou o país, e suspendeu a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.
Na sequência, o major-general Horta Inta-A foi empossado Presidente de transição pelo período de um ano.
As eleições, que decorreram sem registo de incidentes, realizaram-se sem participação do principal partido da oposição, o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e do seu candidato, Domingos Simões Pereira, excluídos da disputa e que declararam apoio ao candidato opositor Fernando Dias da Costa.
Simões Pereira foi detido e a tomada de poder pelos militares está a ser denunciada pela oposição como uma manobra para impedir a divulgação dos resultados eleitorais.
A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância.
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