Irão diz ter feito oferta "razoável e generosa"

Trump considerou a proposta iraniana como "completamente inaceitável".

12 de maio de 2026 às 01:30
Regime de Teerão exige soberania total sobre o estreito de Ormuz Foto: AP
Partilhar

O Irão defendeu esta segunda-feira a sua mais recente proposta de paz, que foi sumariamente rejeitada por Donald Trump no domingo, afirmando que se trata de uma oferta “razoável e generosa” e acusando os EUA de fazerem exigências “pouco razoáveis”.

“A nossa mensagem inclui apenas exigências razoáveis, pedidos responsáveis e propostas generosas, não só em defesa dos interesses do Irão, mas também em defesa da estabilidade e segurança de toda a região e do mundo”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, garantindo que o Irão “vai continuar a defender os seus interesses”. “Não exigimos quaisquer concessões - apenas aquilo que são os nossos direitos legítimos”, acrescentou sobre a contraproposta iraniana, que exige o fim da guerra e da “pirataria marítima” dos EUA, o reconhecimento da soberania iraniana sobre o estreito de Ormuz, o pagamento de compensação pelos danos causados pela guerra e a libertação dos fundos iranianos congelados no estrangeiro. Teerão propôs ainda deixar para mais tarde as negociações sobre o seu programa nuclear, mas mostrou-se disponível a diluir parte do seu ‘stock’ de urânio enriquecido e a colocar o restante sob custódia de um terceiro país, que poderia ser a Rússia. “Mas os americanos continuam a insistir nas suas exigências pouco razoáveis e unilaterais”, acusou Baghaei.

Pub

A proposta iraniana, que foi entregue aos EUA no domingo pelos mediadores paquistaneses, foi prontamente rejeitada pelo presidente Donald Trump, que a considerou como “completamente inaceitável”. O presidente dos EUA, que tinha ameaçado retomar os bombardeamentos e reativar a missão ‘Projeto Liberdade’ para escoltar navios no estreito de Ormuz caso não existisse acordo, não esclareceu quais serão os próximos passos após mais este fracasso negocial, mas é pouco provável que tome alguma decisão antes da sua visita à China, na quinta e na sexta-feira, na qual espera conseguir convencer o presidente chinês Xi Jinping - o maior importador de petróleo iraniano - a pressionar o regime de Teerão para fazer concessões nas negociações.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar