Oito milhões de eleitores na Hungria foram chamados às urnas para decidir futuro do país

Últimas sondagens apontam para uma vantagem do partido Tisza, pelo qual concorre o conservador pró-europeu Péter Magyar.

Atualizado a 12 de abril de 2026 às 23:47
Peter Magyar, principal opositor de Órban e o líder das sondagens Foto: Denes Erdos/AP
Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, vota nas eleições legislativas do país Foto: Petr David Josek/AP
Primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, vota nas eleições legislativas do país Foto: Denes Erdos/AP
Peter Magyar, principal opositor de Órban e o líder das sondagens Foto: Denes Erdo/AP
Eleições na Hungria Foto: Denes Erdos/AP

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Cerca de oito milhões de eleitores na Hungria foram chamados às urnas este domingo para as eleições legislativas no país, numa eleição que pode derrubar o atual primeiro-ministro Viktor Órban, no poder desde 2016. As últimas sondagens apontavam para uma vantagem do partido Tisza, pelo qual concorre o conservador pró-europeu Péter Magyar e que conseguiu, em cerca de dois anos, construir um movimento capaz de fazer sombra ao primeiro-ministro nacionalista. 

A eleição tem sido acompanhada pelos líderes mundiais, num contexto em que o primeiro-ministro eleito vai ditar o posicionamento político que a Hungria assumirá no âmbito europeu. O partido do atual primeiro-ministro, da direita nacional conservadora, procura conseguir um quinto mandato consecutivo, enquanto o opositor Péter Magyar, ex-aliado de Órban que se afastou do governo, tenta colocar o partido recente Tisza no poder. 

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Magyar prometeu desmontar "tijolo a tijolo" o sistema político, denominado "democracia iliberal", de Orbán, restaurando o Estado de Direito e a liberdade de imprensa. A principal bandeira eleitoral é o combate à corrupção. Ao contrário de Orbán, que mantém um braço de ferro com as instituições europeias, Magyar referiu querer tornar a Hungria num aliado fiável da NATO e membro leal da União Europeia. 

O partido de Órban já recebeu o apoio do presidente norte-americano Donald Trump, sendo que o vice-presidente, JD Vance, se deslocou a Budapeste na semana passada para elogiar os méritos do atual primeiro-ministro húngaro e criticar a ingerência dos "burocratas de Bruxelas". Também próximo do líder russo Vladimir Putin, Órban tem sido crítico quanto às sanções da União Europeia contra a Rússia, desde a invasão de Moscovo à Ucrânia em 2022. 

Orbán e Magyar já votaram numa eleição com afluência recorde

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Os dois principais candidatos às eleições legislativas já votaram numa ida às urnas marcada por uma participação recorde nas primeiras horas. Pouco depois das 08h00 locais (07h00 hora de Lisboa), os dois grandes rivais na corrida pelo poder votaram em Budapeste numas eleições consideradas as mais importantes desde a queda do comunismo em 1989 e que poderão marcar o fim da era de Viktor Orbán.

Segundo os primeiros dados da Comissão Eleitoral da Hungria, às 09h00 horas locais (08h00 em Lisboa), quase 17% dos mais de 8,1 milhões de cidadãos com direito a voto já tinham comparecido às mesas de voto. Até agora, a maior afluência às urnas a essa mesma hora tinha sido registada nas eleições de 2002, com 12%. Pelas 17h00 locais (16h00 em Lisboa), já tinham exercido o direito ao voto quase 75% dos eleitores, número que superior aos 62% registados no mesmo horário nas últimas eleições de 2022. As urnas encerraram pelas 19h00 locais (18h00 em Lisboa). No total votaram 77,8% dos eleitores, um número recorde.

Órban congratula Magyar

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Embora ainda não seja certo, a vitória de Magyar parece estar cada vez mais perto com os resultados já apurados a colocarem o líder da oposição na frente. Na plataforma X, Péter Magyar afirmou já ter sido contactado ao telefone por Viktor Órban tendo o candidado às legislativas congratulado o adversário pela vitória nas eleições deste domingo.

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