Jovem morto por tentar entrar na casa de Trump estava obcecado com o caso Epstein
De acordo com colegas, Austin Tucker Martin era apoiante do presidente norte-americano, tal como a sua família. Mas achava que o governo estava a encobrir o caso Epstein.
Austin Tucker Martin, de 21 anos, o jovem que foi abatido a tiro no domingo pelos serviços secretos dos EUA quando tentava entrar armado na casa de Donald Trump na Florida, nos EUA, estava obcecado pelos desenvolvimentos do caso Epstein e era apoiante do presidente norte-americano.
Estes novos dados foram avançados esta segunda-feira pelo site TMZ, que teve acesso a uma troca de correspondência do jovem com um colega de trabalho. "Não sei se leste alguma coisa dos ficheiros Epstein, mas o mal é real e inegável. É preciso consciencializar as pessoas e dizer o que o governo está a fazer a esse respeito", podia ler-se na mensagem.
Outro colega de trabalho disse ao TMZ que Austin acreditava que existia uma campanha coordenada do governo norte-americano para encobrir os arquivos de Epstein, para que as elites pudessem continuar impunes.
Certo é que de acordo com os colegas, o jovem expressava regularmente apoio a Donald Trump, chegando a dizer-lhes que o presidente norte-americano era um líder forte. Também a família era conhecida por apoiar a ala republicana.
Pessoas próximas de Austin Tucker Martin descrevem-no como um jovem bem intencionado, mas algo frustrado com a sua condição económica. Dizia frequentemente que os jovens precisavam de ter dois empregos para sobreviver e de arranjar um parceiro para conseguirem alugar casa.
O jovem trabalhava num campo de golfe na Carolina do Norte e nos tempos livres vendia desenhos originais de campos de golfe.
Austin Tucker Martin foi morto a tiro por elementos dos serviços secretos norte-americanos, quando no domingo tentava entrar na casa de Donald Trump na Florida. Tinha em seu poder uma caçadeira e um jerry can com combustível. Na véspera, a família tinha comunicado às autoridades o seu desaparecimento.
Trump não esteva em Mar-a-Lago no fim de semana e até agora não comentou o incidente. No passado, o líder norte-americano foi alvo de duas tentativas de assassinato durante a campanha presidencial de 2024, uma das quais ocorreu no Trump International Golf Club, em West Palm Beach, a poucos quilómetros de Mar-a-Lago.
As autoridades continuam a investigar o caso, mas até ao momento não são conhecidos os motivos para o jovem ter tentado entrar armado na casa de Donald Trump.
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