Jovem suspeito de assassinar Charlie Kirk confessou que "desejava não o ter feito"

Tyler Robinson, que arrisca ser condenado a pena de morte, fez a confissão ao namorado, Lance Twiggs.

10 de julho de 2026 às 13:18
Tyler Robinson é acusado de matar a tiro Charlie Kirk Foto: Rick Egan/The Salt Lake Tribune via AP, Pool, File
Lance Twiggs, namorado de Tyler Robinson, prestou declarações às autoridades Foto: AP Photo/Spenser Heaps, Pool

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Tyler Robinson, o jovem acusado de matar a tiro o ativista conservador norte-americano Charlie Kirk durante um evento numa universidade em Utah, EUA, disse ao namorado, no dia seguinte ao homicídio, que "desejava não o ter feito". Foi o próprio namorado, Lance Twiggs, que o transmitiu às autoridades, em declarações reproduzidas em tribunal, esta quinta-feira. 

Lance Twiggs disse às autoridades que a conversa, tida entre lágrimas, aconteceu no apartamento onde ambos moravam no sul do estado de Utah, a mais de 320 quilómetros do local onde Robinson baleou Kirk, na Universidade de Utah Valley.

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No dia seguinte a ter baleado mortalmente Charlie Kirk, Tyler Robinson também escreveu, num chat na plataforma online Discord, "fui eu ontem na UVU". Cerca de uma hora depois, entregou-se. 

Na munição utilizada para matar Charlie Kirk, estava gravado "Ei, fascista! APANHA!" e "Se leres isto, és GAY". Segundo a Associated Press, Robinson pareceu franzir o sobrolho e esboçar um sorriso malicioso quando as frases gravadas nas balas foram proferidas em tribunal, na quinta-feira.

Enquanto as mensagens eram lidas, a mãe de Robinson chorava e acariciava o ombro de um dos irmãos do arguido, que ouvia com a cabeça baixa. 

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Os advogados de defesa de Tyler Robinson tentaram impedir que as mensagens do discord e as declarações do namorado fossem divulgadas, alegando que os procuradores poderiam tratar o material como uma confissão, prejudicando o direito do arguido a um julgamento justo. No entanto, a família de Kirk lutou pela divulgação e o juiz Tony Graf acabou por autorizar uma exibição censurada da gravação.

A defesa não se tem pronunciado sobre a inocência (ou não) de Robinson, mas tem tentado que a pena de morte não seja uma opção, até agora sem sucesso. O advogado Michael Burt tentou semear dúvidas sobre a acusação, ao contestar os testes feitos a partir de um fragmento de bala recuperado do corpo do ativista. Os resultados para associar o fragmento à arma foram inconclusivos. 

Nas mensagens trocadas entre Robinson e Twiggs, o arguido dizia estar preocupado com as impressões digitais que poderia ter deixado na arma que as autoridades acreditam ter sido usada para matar Kirk. 

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FOTO: Spenser Heaps, Pool/AP
Mensagens trocadas entre Tyler Robinson, o suspeito de matar Charlie Kirk, e o namorado

Os procuradores defendem que, além de ter provocado a morte do Charlie Kirk, o disparo colocou em risco outras pessoas que se encontravam no evento no campus da universidade. Este facto pode ser uma agravante que sustenta a pena de morte, permitida ao abrigo da lei de Utah. As alegações que comprovam que Kirk era um alvo de Robinson também pioram o cenário para o jovem arguido. 

Quanto a Twiggs, as declarações que prestou a 12 de setembro - dois dias depois do homicídio - e a 20 de abril, não podem ser usadas contra ele num eventual processo criminal, já que lhe foi concedida imunidade.

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O juiz Tony Graf está a avaliar se os procuradores têm provas suficientes para levar Robinson a julgamento, mas só se vai pronunciar sobre a decisão a 1 de setembro, depois de ambas as partes terem apresentado os devidos argumentos.

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