Juiz rejeita cara a cara entre Bárcenas e Rajoy
Tribunal recusou pedido da defesa de Luis Bárcenas para um confronto com o antigo chefe de governo e líder do PP, que o ex-tesoureiro acusa de ter recebido pagamentos ilícitos.
O tribunal que julga o caso da contabilidade paralela do Partido Popular espanhol (PP) (ou ‘caixa B’) rejeitou esta segunda-feira o pedido da defesa de Luis Bárcenas, antigo tesoureiro do partido, para que houvesse um acareamento com Mariano Rajoy.
O frente a frente com o antigo primeiro-ministro e líder do PP tinha já sido recusado aquando do julgamento da primeira parte do chamado caso ‘Gürtel’, relativo a corrupção no PP, especialmente nas comunidades de Madrid e de Valência.
O presidente do tribunal, José Antonio Mora, considerou tal cara a cara adequado à fase de instrução do processo e não ao julgamento, cabendo ao tribunal somente avaliar as provas, incluindo-se aí as declarações do arguido, Bárcenas, e das testemunhas. Mas o tribunal aceitou escutar os jornalistas Eduardo Inda e Francisco Mercado, que gravaram declarações de outro antigo tesoureiro do PP, o já falecido Álvaro Lapuerta, nas quais este admite a existência da contabilidade secreta do partido. Recorde-se que Bárcenas acusa os líderes do PP, entre eles Rajoy, de receberem milhares de euros em pagamentos ilegais, com recurso a essa ‘caixa B’, composta por donativos ilegais ao partido.
Entretanto, Bárcenas afirmou em tribunal que em 2013, quando foram revelados os dados sobre a contabilidade paralela, o PP lhe ofereceu 500 mil euros para falsificar novos documentos, a fim de semear confusão e dúvida, desacreditando as provas contra o partido.
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