Justiça eleitoral nega contagem paralela nas eleições do Brasil
Forças Armadas tinham anunciado que iam realizar escrutínio parcial para garantir fiabilidade das Presidenciais de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro (TSE) desmentiu ontem notícias de que as Forças Armadas iriam realizar uma contagem paralela dos votos das Presidenciais de outubro. Segundo o tribunal, os militares, como qualquer cidadão, poderão fazer a sua própria totalização, mas só após a publicação dos resultados oficiais.
“A totalização dos votos é competência constitucional da Justiça eleitoral e nenhuma outra entidade terá acesso diferenciado a dados. Mas qualquer entidade ou pessoa interessada poderá somar por conta própria os boletins de voto de 10, 100, 300 ou de todas as urnas divulgados após o encerramento da votação”, esclareceu o tribunal, acrescentando que este ano essa contagem paralela ficou ainda mais fácil pois, além de os resultados de cada urna serem afixados na secção de voto, serão igualmente divulgados na internet.
O desmentido foi feito horas depois de a imprensa ter avançado que as Forças Armadas teriam chegado a acordo com o TSE para fazerem uma contagem paralela em 385 urnas espalhadas por todo o Brasil para garantirem a fiabilidade do resultado das Presidenciais, no que parece ter sido mais um episódio do braço de ferro entre a Justiça eleitoral e o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que, por ordem do Presidente Jair Bolsonaro, tem pressionado por um acesso privilegiado ao escrutínio.
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