Libertado motorista que atropelou 17 e matou bebé em Copacabana

António de Almeida Anaquim tem 41 anos.

19 de janeiro de 2018 às 20:11
António de Almeida Anaquim tem 41 anos Foto: Redes Sociais
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A polícia do Rio de Janeiro, Brasil, libertou no final da tarde desta sexta-feira o motorista que na noite de quinta avançou com o seu carro sobre o calçadão e a areia da Praia de Copacabana e atropelou 17 pessoas, uma das quais, uma bebé de apenas oito meses, morreu. António de Almeida Anaquim, de 41 anos, deixou a esquadra onde ficou detido por quase 20 horas pouco depois das 16 horas locais, 18 horas em Lisboa acompanhado por advogados e não quis falar com a imprensa.

Ele foi incriminado por homicídio não intencional da bebé Maria Louise Araújo Azevedo, cujo carrinho conduzido pela mãe dela foi atingido em cheio pelo carro de Anaquim no calçadão, e pelos ferimentos que causou nas outras 16 pessoas atingidas. Mas, para a polícia, como não fugiu do local e, de acordo com a principal linha de investigação, o acidente se deu por motivo de doença súbita, foi autorizado a aguardar os trâmites do processo em liberdade.

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Na verdade, de acordo com testemunhas que cercaram o carro de Anaquim logo após a tragédia, ele não teve como deixar o local, independentemente de querer fazê-lo ou não. Primeiro, porque estava atordoado e, além disso, porque foi cercado por uma multidão revoltada que só não o linchou porque a polícia chegou rapidamente e o salvou.

À polícia, que o ouviu ainda de madrugada e ao longo do dia, António de Almeida Anaquim afirmou ser diabético e que desmaiou ao volante durante um ataque. A versão até agora é corroborada pelos medicamentos anti-epilepsia encontrados no carro e pelo testemunho de uma mulher que ele conheceu um dia antes e que o acompanhava no veículo no momento do acidente.

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Ao mesmo tempo que Anaquim era libertado e voltava para casa, 13 das 17 pessoas atingidas brutalmente pelo carro dele quando passeavam no calçadão ou se divertiam na praia sem imaginarem o risco que corriam continuavam internadas em dois hospitais do Rio de Janeiro, o Sousa Aguiar e o Miguel Couto, várias em estado grave. Entre elas Nedjia Araújo, mãe da pequena Maria Louise, que entrou em desespero ao saber da morte da filha, e um cidadão australiano que passava férias no Rio de Janeiro e é o caso mais preocupante, precisando do auxílio de aparelhos para manter as funções vitais.

António de Almeida Anaquim não estava habilitado a guiar, pois tem a carta de condução suspensa desde Maio de 2014, por ter mais do triplo das infracções de trânsito permitidas por lei, além de 14 multas. Segundo o Detran, Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro, ao tirar a carta Anaquim omitiu o facto de ser epiléptico, o que poderia inviabilizar conseguir o documento ou o forçaria a exames mais rigorosos. 

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