Líder do PSOE pede apoio para "mudança"
Medidas de esquerda visam agradar ao Podemos.
O líder do partido socialista espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, pediu ontem apoio para liderar um "governo de mudança e diálogo" que tire Espanha do impasse atual e combata a corrupção que marcou o executivo do Partido Popular (PP). No discurso que abriu o debate de investidura, Sánchez apelou ao consenso entre partidos para evitar novas eleições e caracterizou a votação de hoje como um "sim ou não" à política do primeiro-ministro ainda em funções, Mariano Rajoy.
No discurso de 90 minutos, Sánchez reconheceu não ter apoios suficientes mas apresentou-se como a única opção para tirar Espanha do impasse criado pelas eleições de 20 de dezembro, quando o PP venceu sem maioria (123 deputados), e frisou que só o PSOE, o segundo partido mais votado (90 deputados), pode "aglutinar um governo de mudança" no país.
Apesar de proposto pelo rei Filipe VI, o líder do PSOE conta apenas com os votos do Cidadãos (40 deputados) e da Coligação Canária (CC, um deputado), insuficientes para obter a maioria de 176 deputados necessária na primeira votação.
Sánchez acenou, por isso, ao Podemos ao apresentar um "plano de emergência social" assente em várias medidas de esquerda, como o "rendimento mínimo vital" ou o fim dos despejos por falta de pagamento de hipotecas. Recorde-se que na segunda votação, na sexta-feira, a abstenção do Podemos seria suficiente para o PSOE formar governo.
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