Maduro ameaça tirar imunidade a deputados

“Vão acabar numa cela”, promete o presidente da Venezuela.

01 de agosto de 2017 às 01:30
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Nicolas Maduro foi o primeiro a votar nas polémicas eleições para a Constituinte Foto: Reuters

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Encorajado pela ‘vitória’ numa votação em que participaram menos de metade dos eleitores venezuelanos, o presidente Nicolás Maduro ameaçou esta segunda-feira prender os deputados da oposição, confirmando assim a deriva totalitária do regime após um ato eleitoral denunciado internacionalmente e que ficou marcado pela violência e pela morte de, pelo menos, dez opositores.

"Acabou-se a sabotagem da Assembleia Nacional (Parlamento, controlado pela oposição), vamos pôr ordem nisto. Vamos levantar a imunidade parlamentar a quem for preciso. Vão acabar numa cela", ameaçou Maduro após serem conhecidos os resultados da votação para a Assembleia Constituinte, que foi eleita com os votos de apenas 41,4% do eleitorado. A oposição, que boicotou a votação e não apresentou candidatos, denuncia fraude e garante que não foram mais de 2,5 milhões os eleitores que foram às urnas, o que representa apenas 12% do eleitorado.

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Na mira de Maduro está igualmente a procuradora-geral Luísa Ortega, que se tornou crítica do regime e denunciou a eleição como um golpe de Estado. "O que deve ser feito à Procuradoria? Vamos reestruturá- -la de imediato, declarar emergência e tomar o comando", prometeu Maduro perante uma multidão que gritava "Procuradora, traidora, chegou a tua hora."

Oposição promete "nova fase da luta"   

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O líder opositor Henrique Caprilles denunciou a consumação do "golpe de Estado" orquestrado por Maduro  e garantiu que a oposição não vai baixar os braços. "Agora começa uma nova fase da luta", assegurou Caprilles, que apelou aos apoiantes para continuarem nas ruas apesar da repressão policial, que só no domingo fez 10 mortos em todo o país. "A Assembleia Constitucional não resolve os problemas do país, apenas agrava a crise", afirmou.

Pormenores

EUA sancionam Maduro

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Os EUA anunciaram novas sanções visando diretamente o presidente Maduro, incluindo o congelamento de todos os seus bens sob jurisidição americana, isto depois de na semana passada terem sancionado outras 13 figuras do regime. Já a UE condenou a violência e ameaçou não reconhecer a votação.

Portugal pede eleições

O governo português alertou para a "gravidade da situação" na Venezuela e diz que a situação só será resolvida mediante "um compromisso político inclusivo" e a realização de eleições.

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