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Violência em dia de eleições faz dez mortos na Venezuela

Cerca de oito milhões de pessoas votaram para eleger Assembleia Constituinte proposta por Maduro.

31 de julho de 2017 às 07:32

Dez pessoas, incluindo dois adolescentes de 13 e 17 anos, morreram no domingo, na Venezuela, na violência que acompanhou a eleição da Assembleia Constituinte decidida pelo Presidente Nicolas Maduro, indicou o Ministério Público.

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Violência em dia de eleições faz dez mortos na Venezuela

Três homens foram mortos no estado de Merida (oeste, um no estado de Lara (norte), um no estado de Zulia (norte) e um dirigente da oposição no estado de Sucre (norte), indicou num novo balanço o Ministério Público venezuelano.

A convocatória para a eleição dos 545 membros da Assembleia Constituinte foi feita a 1 de maio por Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana, que decidiu não participar na eleição, acusa Maduro de querer usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

Maduro celebra participação histórica nas eleições

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou hoje os venezuelanos pela "lição de coragem" e "maior participação histórica" nas eleições, de domingo, para a Assembleia Constituinte.

"Temos Assembleia Constituinte (...) oito milhões (de votos) em meio de ameaças (...) foi a votação maior que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", declarou Maduro, perante centenas de apoiantes que se concentraram na Praça Bolívar, em Caracas, à espera dos resultados das eleições e comemorar a vitória.

As urnas deviam ter encerrado às 18h00 em Caracas (23h00 em Lisboa), mas poucos minutos antes deste limite, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) anunciou que ia prolongar por mais uma hora as urnas de voto para as eleições da Assembleia Constituinte, "e sempre que haja eleitores à espera de exercer o direito de voto".

No domingo, foram chamados a votar mais de 19,8 milhões de venezuelanos para escolher os 545 membros da Assembleia Nacional Constituinte que vão redigir uma nova Constituição.

Oposição convoca manifestações

A oposição venezuelana apelou para a realização de manifestações esta segunda e quarta-feira contra a Assembleia Constituinte do Presidente Nicolas Maduro, eleita no domingo.

"Não reconhecemos este processo fraudulento, para nós é nulo, não existe", declarou, no domingo, o líder da oposição Henrique Capriles.

Capriles pediu aos venezuelanos que protestem esta segunda-feira contra aquilo que considerou "um massacre" e "uma fraude eleitoral".

Na quarta-feira, dia em que a Assembleia Constituinte toma posse, Capriles convocou também a realização de uma manifestação de protesto em Caracas.

No domingo, a oposição venezuelana suspendeu os protestos em Caracas, na sequência do que disse ter sido uma "brutal" repressão das forças de segurança e também da forte presença policial nos pontos onde iam decorrer as manifestações, o que não evitou confrontos em vários locais.

O Ministério Público venezuelano indicou que pelo menos dez pessoas morreram na sequência dos protestos, mas a coligação opositora Mesa da Unidade Democrática disse serem 14 as vítimas mortais.

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