Mais de 10 mil turmas estudam ao ar livre em Moçambique

Situação é mais alarmante nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.

10 de abril de 2026 às 10:17
Alunas costuram em Moçambique Foto: Direitos Reservados
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A ministra da Educação e da Cultura de Moçambique disse que cerca de 10.500 turmas continuam a estudar ao ar livre no país e considerou crítica a situação das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia e Maputo.

"Temos um número maior. Nós estamos com cerca de 10.500 turmas ao ar livre, no geral, dado que nós temos estatístico", disse Samaria Tovela, citada esta sexta-feira pela comunicação social.

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Segundo a governante, as províncias de Cabo Delgado e Nampula, no norte do país, Zambézia, no centro, e Maputo, sul, são as regiões que apresentam a situação crítica, apesar das restantes províncias de Moçambique também apresentarem problemas com turmas ao ar livre.

"Nós estamos efetivamente [a trabalhar]. Onde há mais problemas, vamos investindo aí", concluiu Samaria Tovela.

Em 20 de fevereiro, a ministra da Educação anunciou que milhares de alunos no país vão iniciar as aulas em tendas, face à destruição completa de quase 400 escolas pelas cheias que afetaram o país desde janeiro.

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"Temos que nos organizar para que todos os nossos meninos sejam acolhidos nas nossas escolas", disse Samaria Tovela, avançando que seriam instaladas tendas como "espaços temporários" de ensino e aprendizagem.

Referindo que a intervenção visava principalmente locais onde "há escolas completamente destruídas", reconheceu que em todo o país, mas sobretudo no sul, 1.710 escolas, de diferentes níveis, foram destruídas pelas cheias de janeiro, incluindo 376 "totalmente destruídas", além de 362 infraestruturas de apoio, como casas de professores e outros equipamentos.

A responsável também avançou, em fevereiro de 2025, que cerca de 8.500 turmas ainda estudavam ao ar livre no país.

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"São aproximadamente 8.500 turmas ao ar livre. Como sabemos, quando chove, a criança não pode ter aulas, deve andar de sombra em sombra, e não é isso que nós queremos", disse Tovela, na altura.

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