Mais de mil mortos no terramoto do Haiti

Número de vítimas não pára de aumentar. Hospitais estão no limite e põem macas na rua.

17 de agosto de 2021 às 08:46
Médicos e enfermeiros socorrem os feridos na rua por falta de vagas no interior dos hospitais Foto: orlando barria/Epa
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O número de vítimas do terramoto que atingiu o Haiti no sábado não pára de subir e os hospitais estão num limite dramático, sem meios nem profissionais. Segundo o último balanço da proteção civil, o sismo de magnitude 7,2 na escala de Richter fez, pelo menos, 1297 mortos e mais de 5700 feridos. A chegada da tempestade tropical ‘Grace’ prevista para esta madrugada era motivo de grande preocupação, temendo-se complicações nas operações de resgate já que muitos sobreviventes poderão ainda estar sob os escombros.

Os danos do terramoto, que ocorreu a 150 km da capital, Port-au-Prince, são mais evidentes nas cidades de Petit Troue de Nippes, Les Cayes, Cavallion, Camperin, Les Anglais e Jérémie. Perto de 30 mil casas foram destruídas ou danificadas e os hospitais estão no limite, com médicos e enfermeiras a socorrerem as pessoas na rua por falta de vaga no interior das unidades de saúde. Há macas por todo o lado e os bebés que estavam internados num serviço de terapia intensiva neonatal tiveram de ser transferidos para outro local, devido ao risco de derrocada.

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O acesso do bens e da ajuda humanitária às zonas atingidas é uma prioridade. Por isso, as Nações Unidas estão a tentar abrir um corredor humanitário seguro através das áreas controladas por gangues criminosos.

Segundo o cônsul Hildegard Epstein Cassis, os seis portugueses registados no consulado encontram-se bem.

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