Michelle Ferrero: de veterano de guerra a criador da Nutella
Marca é responsável pela produção dos choclates Nutella, Ferrero Rocher, Mon Chéri e Kinder.
O criador da marca de chocolates Ferrero, Michele Ferrero, nasceu em 1925, em Farigliano, Itália, e segundo o bisneto, sofria do 'síndrome do inventor'.
"Acordava a qualquer hora e ia para o laboratório", segundo Giovanni Ferrero, um dos bisnetos.
Foi um veterano da I Guerra Mundial e quando regressou de combate abriu uma pastelaria em Dogliani, no nordeste italiano. Quando o famoso ditador italiano, Benito Mussolini, tomou conta do país e começou a enviar tropas para o norte de África, Pietro viu uma oportunidade para aumentar o negócio e ir vender biscoitos, de acordo com a NIT
Não foi bem sucedido e voltou para Itália, para Alba, com a mulher e o filho Michele. Foi durante a II Guerra Mundial que Pietro e Michele meteram mãos à obra e com a criatividade de ambos começaram a criar doces nunca antes vistos. Com a escassez de alimentos trazida pela guerra, apostaram numa mistura de melaço, óleo de avelã, manteiga de coco e cacau. Rapidamente esse doce tornou-se um sucesso e em 1946 criam a empresa Ferrero. Também o irmão de Pietro, Giovanni Ferrero, ajudou no desenvolvimento da empresa, com a organização de uma rede de vendas.
Quando começaram a ter sucesso em Itália, começaram a exportar para a Europa. Inauguraram um fábrica na Alemanha e, depois uma em França. Rapidamente abriram escritórios e fábricas de produção na Bélgica, Holanda, Áustria, Suíça, Suécia, Reino Unido, Irlanda e Espanha.
Com o sucesso alcançado no velho continente, decidiram que estava na hora do mundo conhecer os chocolates Ferrero e expandiram para a América do Norte e do Sul, Sudeste Asiático, Europa Oriental, África, Austrália, México e China.
A marca é responsável pela produção dos chocolates Nutella, Ferrero Rocher, Mon Chéri e Kinder. Michele Ferrero, era uma pessoa pacata, nunca deu entrevistas e toda a vida recusou ser visto ou tratado como uma 'estrela'.
Sofria de um problema ocular e, por isso, sempre que aparecia em público era visto de óculos escuros. Atribuiu sempre o sucesso que alcançou a Deus, como o católico devoto que era. Insistia para que todas as fábricas da Ferrero tivessem uma estátua da Virgem.
Morreu em 2015, ano em que a empresa adquire a companhia turca produtora de avelãs Oltan e a empresa britânica de chocolates Thorntons.
Atualmente o diretor-executivo da empresa é Giovanni Ferrero, filho de Michele, e a sua estratégia empresarial tem sido investir os milhões que ganha na compra de outras marcas de chocolate. Em 2018 a Ferrero adquiriu as operações norte-americanas da Nestlé.
A Ferrero marca presença em mais de 160 países e tem mais de 40 mil trabalhadores. Produz anualmente 365 mil toneladas de Nutella e representa um terço da produção mundial de avelãs.
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