Militares da Guiné-Bissau acusam Portugal de “ingerências externas”

Conselho Nacional de Transição aponta dedo a deputadas socialistas Elza Pais e Marta Temido.

22 de janeiro de 2026 às 01:30
Marta Temido Foto: TIAGO PETINGA/LUSA
Elza Pais Foto: Bruno Colaço

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O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Guiné-Bissau criticou esta quarta-feira o que classifica de “ingerências externas” nas questões políticas guineenses por parte de Portugal e de Cabo Verde.

Em comunicado, o Conselho reagiu ao que considera “a insensatez de algumas personalidades portuguesas”, apontando as “declarações em particular das deputadas socialistas Elza Pais e Marta Temido, a quem acusam “de modo imbecil para não dizer patético promoveram uma narrativa neocolonial”, ao defenderam o regresso à normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

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Os militares visam também o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel, que considerou “bastante grave” a nova Constituição aprovada pelo Conselho Nacional de Transição que reforça os poderes do Presidente da República. “O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal que se preocupe com os problemas de Portugal, os problemas internos da Guiné-Bissau, os guineenses podem muito bem resolvê-los”, declarou o porta-voz do Conselho. Fernando Vaz comparou “o golpe de Estado na Guiné que eles condenam” ao 25 de Abril em Portugal. “Aquilo que está a acontecer na Guiné é precisamente a mesma coisa, há um golpe de Estado em que estamos a fazer a revisão das leis que levaram o país durante 50 anos a um marasmo e a uma conflitualidade política muito grande”, afirmou.

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