Moçambique: Cheias isolam três distritos
Os distritos de Mutarara, Tambara e Chemba estão isolados e dezenas de estradas intransitáveis nas províncias de Tete, Manica e Sofala no centro de Moçambique, devido às chuvas intensas na região. Os três distritos estão incomunicáveis por via terrestre na sequência do aumento dos caudais dos rios que circunscrevem as regiões, o que condiciona a travessia para estas zonas.
Em Sofala, várias estradas estão intransitáveis, devido ao transbordo do rio Púnguè. O aumento das descargas da Barragem de Hidroeléctrica de Cahora Bassa, no sábado, fez com que o rio Zambeze galgasse várias zonas do distrito de Caia, estando algumas casas submersas, mas, até ao momento, sem vítimas.
De acordo com o director-geral adjunto do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades, Casimiro Abreu, "os caudais dos rios estão 'em alerta', mas a situação [de cheias] está sob o controlo, apesar de existirem inundações localizadas, sobretudo em zonas vulneráveis. O isolamento dos distritos não vai impedir que possamos fazer assistência aos afectados, pois temos vários meios para lá chegar".
Casimiro Abreu garantiu que cerca de 35 mil pessoas, que se encontravam em locais de risco, como as zonas ribeirinhas e as ilhas na região centro, foram sensibilizadas para abandonar os locais e já se encontram em zonas seguras.
"Há um fenómeno [resistência em abandonar as zonas de risco], mas é de um número não muito grande de pessoas, que fazem machambas [hortas] nas ilhas e actualmente se encontram a fazer colheita. As pessoas têm a consciência do risco das cheias e inundações e estamos a monitorar a situação", minimizou o responsável.
O Presidente da República, Armando Guebuza, pediu este fim-de-semana aos moçambicanos, para que se mantenham alerta para o risco de cheias. O Chefe de Estado lembrou que aumentaram os caudais dos rios Zambeze, Púngué, Búzi, Save, Limpopo, Incomáti e Maputo, e que foram inundados campos agrícolas e "algumas infra-estruturas" destruídas.
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