Moçambique conclui primeira toma de vacinação da Covid para grupos prioritários

Administradas doses da Sinopharm, cedidas pelo Governo de Pequim.

26 de março de 2021 às 23:33
Covid em Moçambique
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O Ministério da Saúde moçambicano concluiu, esta sexta-feira, a administração da primeira dose da vacina contra o novo coronavírus que incluiu 75.669 pessoas de grupos prioritários, anunciou a diretora nacional adjunta de Saúde Pública, Benigna Matsinhe.

A campanha de vacinação moçambicana arrancou a 8 de março com uma oferta de 200.000 doses pela farmacêutica chinesa Sinopharm e que resultou de uma doação do Governo de Pequim para Moçambique.

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A segunda toma arranca na segunda-feira, acrescentou Matsinhe.

Até quinta-feira, tinham recebido a primeira dose 84% das pessoas previstas, incluindo 54.102 profissionais de saúde do sector público de um total de cerca de 60.000 designados como prioritários.

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Coveiros, trabalhadores em morgues, outros agentes de saúde pública, idosos em lares e diabéticos foram também abrangidos.

Entre as pessoas que não receberam a primeira dose da vacina estão muitas que a recusaram, num número e em circunstância que vão estar sob análise dos serviços sanitários.

O Ministério da Saúde moçambicano prevê arrancar com a segunda fase de vacinação, abrangendo mais grupos populacionais, dentro de dez dias com recurso a cerca de 340 mil doses.

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De acordo com Benigna Matsinhe, na segunda fase, as autoridades continuarão a vacinar diabéticos, vão incluir pacientes com terapia imunossupressiva e reclusos.

Em função das vacinas disponíveis, poderão também fazer parte dos grupos a inocular, professores primários, jornalistas e polícias com idade superior a 50 anos.

Moçambique recebeu até agora 200.000 vacinas da China, outras 384.000 doadas no âmbito da iniciativa Covax e 100.000 pela Índia.

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O país pretende vacinar 16 milhões de pessoas (toda a população adulta) contra a Covid-19 até ao final do primeiro trimestre de 2022, no cenário mais otimista.

O cenário mais conservador prevê que a meta seja alcançada no final do próximo ano.

Moçambique tem um total acumulado de 758 óbitos e 66.879 casos, 82% recuperados e 112 internados, a maioria em Maputo.

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