Morreu Alexander Butterfield, assessor de Nixon que revelou gravações do caso Watergate
Butterfield supervisionou o sistema de gravação instalado para revelar o papel de Nixon no encobrimento do assalto de 1972 no edifício Watergate.
Alexander Butterfield, o assessor da Casa Branca que inadvertidamente acelerou a renúncia do ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, devido ao escândalo de Watergate morreu, esta terça-feira, aos 99 anos.
A morte foi confirmada à Associated Press pela esposa, Kim, e por John Dean, que foi conselheiro da Casa Branca de Nixon durante o escândalo de Watergate e, juntamente com Butterfield, ajudou a expor as irregularidades do caso.
Como assistente adjunto do presidente, Butterfield supervisionou o sistema de gravação conectado a dispositivos de escuta que tinham sido secretamente instalados em quatro locais, incluindo o escritório de Nixon.
As gravações revelariam o papel de Nixon no encobrimento do assalto de 1972 à sede do Partido Democrata, no edifício Watergate. Para evitar a destituição, Nixon renunciou o cargo em 1974, menos de um mês depois de o Supremo Tribunal ter ordenado que entregasse as gravações ao procurador, avança a Associated Press.
Nasceu a 6 de abril de 1926, em Pensacola, na Flórida. Em 1948, ingressou na Força Aérea e serviu como instrutor numa base perto de Las Vegas durante a Guerra da Coreia, tendo posteriormente servido na Alemanha.
Obteve um diploma na Universidade de Maryland, em 1956, e um mestrado pela Universidade George Washington em 1967.
Alexander Butterfield foi assistente de Nixon de 1969 a 1973. Foi secretário do Gabinete e ajudou a supervisionar as operações da Casa Branca.
Após deixar a agência governamental dos EUA, Butterfield trabalhou como executivo de empresas na Califórnia.
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