Morte de cientista português entre casos suspeitos investigados nos EUA
Desde 2022, desapareceram ou morreram em circunstâncias misteriosas 11 cientistas ligados ao programa nuclear e espacial.
O homicídio do físico português Nuno Loureiro, morto a tiro por um colega português em dezembro do ano passado, faz parte de uma série de mortes e desaparecimentos misteriosos de cientistas ligados ao programa nuclear, espacial e de investigação de OVNIs dos EUA que estão a ser investigados pelas autoridades norte-americanas. O congressista republicano James Comer fala em "algo sinistro" por detrás das mortes e desaparecimentos de pelo menos 11 cientistas desde 2022 e o próprio presidente Donald Trump disse que está a acompanhar o caso.
Comer, que lidera a Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, disse à Fox News que inicialmente julgou que se tratava de "mais uma teoria da conspiração" propagada nas redes sociais, mas mudou de ideias ao tomar conhecimento dos detalhes dos alguns dos casos e das estranhes coincidências, incluindo o facto de vários cientistas estarem ligados aos mesmos laboratórios ou aos mesmos projetos de investigação relacionados com "segredos nucleares ou tecnologia espacial". "Se estes detalhes estiverem corretos, estes mortes e desaparecimentos podem representar uma grave ameaça à segurança nacional dos EUA e aos funcionários governamentais com acesso a segredos científicos", afirmou o congressista, que esta segunda-feira pediu esclarecimentos formais ao FBI, à NASA, ao Departamento de Energia e ao Pentágono sobre as investigações em curso.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse na semana passada que a Administração está a trabalhar "com as agências relevantes" para recolher mais informação e o próprio presidente Trump disse na quinta-feira que tinha "acabado de sair de uma reunião" sobre o caso e prometeu mais esclarecimentos em breve. "Isto é um assunto muito sério", admitiu.
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