Mortes, invasões, explosões e fugas de reclusos: Violência coloca Equador em estado de emergência

Governo atribui aumento da violência ao poder dos traficantes de cocaína dentro das prisões.

10 de janeiro de 2024 às 17:12
Estação de televisão equatoriana TC, em Guayaquil foi invadida por um grupo de homens encapuçados e armados Foto: Ecuadorean Police/Reuters
Estação de televisão equatoriana TC, em Guayaquil foi invadida por um grupo de homens encapuçados e armados Foto: Ecuadorean Police/Reuters
Violência no Equador Foto: Karen Toro/Reuters
Violência no Equador Foto: Karen Toro/Reuters

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A estação de televisão equatoriana TC, em Guayaquil, foi esta terça-feira, invadida por um grupo de homens encapuçados e armados que obrigaram os funcionários a deitarem-se no chão. Foram detidos, posteriormente, pela polícia nacional, segundo a Reuters. No mesmo dia, 9 de janeiro, foram raptados sete polícias e confirmadas cinco explosões em várias cidades do país, sem feridos a registar. 

No dia anterior, esta segunda-feira, ocorreram também episódios de violência. Em pelo menos seis prisões foram feitos reféns mais de 150 guardas e funcionários. Numa prisão em Riomba fugiram 39 reclusos. No domingo desapareceu da prisão o líder do grupo criminoso Los Choneros, Adolfo Macias, de 34 anos, que continua em fuga. 

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Na segunda-feira, o presidente do país, Daniel Noboa, que se comprometeu em novembro a combater a criminalidade, decretou o estado de emergência por 60 dias, com recolher obrigatório noturno a nível nacional. A decisão foi tomada para evitar que a segurança no país continue a piorar, facto verificado desde a pandemia de covid-19. A violência a nível nacional aumentou o número de mortes em 2023 para 8008, valor que duplicou em relação a 2022, ano em que foram registadas mais de 4 500.

Em 2023, as eleições presidenciais foram marcadas pelo assassinato de um candidato anticorrupção.

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De acordo com o governo, a insegurança sentida deve-se à influência dos traficantes de cocaína que conseguiram expandir o poder dentro das prisões do Equador, consequência do fraco controlo do Estado. O aumento do número de mortes dentro dos estabelecimentos prisionais tem sido atribuído pelas autoridades às rivalidades entre os gangues.

O 'Plano Fénix', anunciado por Daniel Noboa, inclui uma nova unidade de inteligência, armas táticas para as forças de segurança, novas prisões de alta segurança e segurança reforçada nos portos e aeroportos. Dos quase 730 milhões de euros que custará o plano, quase 200 serão fornecidos em armas pelos Estados Unidos da América. Noboa considera que a violência que está a afetar o país é uma reação ao plano de construir uma nova prisão de alta segurança para os líderes dos gangues presos.

O governo do Equador publicou, esta terça-feira, um decreto a reconhecer  um "conflito armado interno" no país e a identificar, entre outros, o grupo criminoso Los Choneros, como um grupo terrorista. O presidente ordenou que as forças armadas neutralizem os grupos.

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