Navio da frota fantasma da Rússia afunda-se no Mediterrâneo após incêndio

Frota fantasma é usada pela Rússia para contornar sanções internacionais.

04 de março de 2026 às 08:32
Bandeira da Rússia Foto: Direitos Reservados
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A Líbia anunciou, esta quarta-feira, o naufrágio em águas territoriais do país de um transportador de gás natural liquefeito da chamada frota fantasma, usada pela Rússia para contornar sanções internacionais, após um incêndio repentino.

A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia disse num comunicado que recebeu um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que mencionava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço, que acabou por provocar o seu naufrágio total".

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A autoridade não forneceu detalhes sobre as causas do incêndio.

O centro de socorro líbio confirmou o resgate bem-sucedido dos 30 tripulantes, que se encontram em bom estado de saúde, em cooperação com o homólogo de Malta.

O incidente ocorreu a 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando fazia a viagem do porto de Murmansk, na Rússia, para o porto de Port Said, no Egito.

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O Artic Metagaz é um dos quase 600 navios sancionados pela União Europeia com a proibição de acesso a portos europeus e de prestação de uma ampla gama de serviços relacionados com o transporte marítimo.

No domingo, o vice primeiro-ministro da Bélgica, Maxime Prévot, anunciou que as forças especiais intercetaram um navio pertencente à designada frota fantasma da Rússia no Mar do Norte.

O ministro da Defesa, Theo Francken, tinha declarado numa mensagem anterior que o petroleiro foi "escoltado até ao porto de Zeebrugge, onde será apreendido".

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A Rússia tem utilizado uma frota de petroleiros antigos e de propriedade obscura para contornar as restrições impostas às suas exportações de petróleo bruto após a invasão da Ucrânia, em 2022.

A União Europeia incluiu centenas destes navios na 'lista negra', num esforço para enfraquecer a capacidade de financiamento de guerra de Moscovo.

A operação foi feita em conjunto com países parceiros do G7, dos países nórdicos e do Báltico, e em coordenação com a França.

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