Novo governo em Espanha só depois das Europeias
Sánchez prefere governar sozinho, mas terá de negociar apoio do Podemos.
As negociações para a formação do próximo governo espanhol só vão começar após as eleições autonómicas, municipais e europeias do próximo dia 26.
Pedro Sánchez, reforçado pela vitória clara nas eleições de domingo, prefere governar sozinho, mas o Podemos tem ideias diferentes e exige fazer parte de um governo de coligação.
A mensagem que o PSOE fez passar após as eleições é que não tem pressa em avançar para as negociações.
Os socialistas querem aproveitar o bom momento para atacar a campanha eleitoral para a tripla eleição do final do mês sem estarem preocupados com negociações partidárias, até porque Sánchez já faz saber que não se importa de repetir a solução de governo dos últimos dez meses, em que o PSOE governou em minoria com o apoio parlamentar do Podemos.
O problema é que, desta vez, Pablo Iglesias quer mais e já garantiu que o apoio do seu partido não será grátis.
O líder do Podemos exige uma coligação formal de governo entre os dois partidos, entre outros motivos, para não perder protagonismo face a Sánchez, como sucedeu nos últimos meses.
Um bom exemplo são as negociações do Orçamento, em que o Podemos forçou os socialistas a aceitarem um aumento do salário mínimo para 900 euros mas, no final, quem ficou com os louros da medida foi o governo socialista.
Casado já chama "extrema-direita" ao Vox
Na primeira reunião do comité executivo nacional após a pior derrota eleitoral de sempre, Casado chegou mesmo a referir-se ao Vox como "extrema-direita", termo que nunca usou na campanha.
Rivera não felicitou Pedro Sánchez
O líder do Cidadãos, Albert Rivera, foi o único dirigente político que não telefonou a Sánchez para o felicitar pela vitória nas eleições de domingo.
O facto foi revelado pelo PSOE como prova de que os dois partidos estão de costas voltadas e uma eventual coligação está fora de questão.
PORMENORES
Oposição responsável
O Cidadãos garantiu ontem que irá exercer uma "oposição responsável" aos socialistas no parlamento e prometeu não bloquear legislação importante na área da União Europeia, cooperação internacional e combate ao terrorismo.
‘Sangria’ de votos no PP
Uma análise dos resultados eleitorais feita pelo jornal ‘El Mundo’ indica que o Partido Popular perdeu 1,6 milhões de votos para o Vox e 1,4 milhões para o Cidadãos, números que contribuíram para o seu pior resultado eleitoral de sempre.
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