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Socialistas espanhóis admitem governar em minoria

Sánchez disponível para “falar com todos”, mas prefere tentar governar sozinho com apoio parlamentar.
Ricardo Ramos 30 de Abril de 2019 às 01:30
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Socialista Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
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Socialista Pedro Sánchez
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Pedro Sánchez
Pedro Sánchez
Socialista Pedro Sánchez
Perante a ausência de uma maioria clara de esquerda saída das eleições de domingo, o Partido Socialista espanhol (PSOE) parece disposto a avançar sozinho para a formação de um governo minoritário liderado por Pedro Sánchez.

Assim o deixou entender a vice-presidente do executivo cessante, Carmen Calvo, que ontem disse que Sánchez está "disponível para falar com todos", mas prefere repetir a solução de governo que liderou nos últimos dez meses.

"Pensamos que, com 123 deputados, temos apoio mais do que suficiente para comandar este barco. Sabemos que o Unidas Podemos nos ajudou muito, mas acreditamos que podemos avançar com a mesma fórmula com que começámos", afirmou Calvo, referindo-se ao período em que o PSOE governou em minoria após a queda de Mariano Rajoy (PP).

Recorde-se que os socialistas contaram nesse período com o apoio parlamentar do Podemos e dos independentistas catalães, algo que será difícil de repetir na próxima legislatura.

Por um lado, porque os separatistas exigem discutir um referendo de independência, algo que Sánchez já descartou, e, por outro, porque o Podemos parece querer condicionar o apoio à sua inclusão formal num governo de coligação com o PSOE.

"Somos imprescindíveis para um governo de esquerdas", vincou Pablo Iglesias no domingo à noite.

O facto é que, mesmo com o apoio do Podemos, o futuro governo ficará aquém da maioria no Parlamento, precisando de negociar apoios pontuais com pequenos partidos de esquerda que lhe garantam os votos necessários para aprovar, primeiro, a investidura de Sánchez e, depois, o seu programa durante a legislatura.

Cristina Narbona, presidente do PSOE, admitiu ontem que Espanha "precisa de estabilidade" e, por isso, "nenhuma opção deve ser descartada". Acrescentou, porém, que "não há pressa em tomar uma decisão já hoje ou amanhã".

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