Nvidia assina acordo de licença não exclusiva com empresa de IA Groq

Groq continuará a operar como uma empresa independente e contará a partir de agora com Simon Edwards como seu presidente executivo.

25 de dezembro de 2025 às 20:11
NVIDIA Foto: Getty Images
Partilhar

A empresa tecnológica Nvidia assinou um acordo de licença não exclusiva, cujo valor não foi oficialmente divulgado, com a 'startup' de inteligência artificial (IA) Groq, fundada por ex-engenheiros do Google.

De acordo com um comunicado da Groq, o acordo estabelece que o fundador desta empresa, Jonathan Ross, o seu presidente, Sunny Madra, e outros membros se juntam à Nvidia para avançar no desenvolvimento da tecnologia licenciada.

Pub

A Groq continuará a operar como uma empresa independente e contará a partir de agora com Simon Edwards como seu presidente executivo, esclarece o comunicado.

Nos últimos anos, empresas de tecnologia licenciaram a tecnologia de 'startups' e contrataram os seus funcionários para absorver os principais ativos sem se tornarem seus proprietários, de acordo com o The New York Times.

O jornal, que cita pessoas familiarizadas com este tipo de acordo, indica que as empresas optam por estas operações com o objetivo de evitar o "escrutínio regulatório".

Pub

O presidente executivo da empresa Disruptive, Alex Davis --- que investiu mais de 500 milhões de dólares na Groq desde a sua fundação ---, indicou à CNBC que o acordo está avaliado em 20 mil milhões de dólares (16,97 mil milhões de euros).

Segundo Davis, a Nvidia irá adquirir todos os ativos da Groq, mas o seu negócio na 'cloud' não faz parte do acordo.

Por sua vez, o presidente executivo da Nvidia, Jensen Huang, escreveu aos seus funcionários, num e-mail, que planeia integrar os processadores de baixa latência da Groq na IA da Nvidia.

Pub

Desta forma, será ampliada "a plataforma para servir uma gama ainda mais ampla de inferência de IA e cargas de trabalho em tempo real", sublinhou.

A Groq está avaliada em quase sete mil milhões de dólares (5,94 mil milhões de euros) e conta entre os seus investidores com empresas como a Samsung, a BlackRock ou a 1780 Capital.

A startup cria 'chips' personalizados para executar IA, algo conhecido como "inferência" e que é usado, por exemplo, no setor dos 'chatbots'.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar